Essa semana rolou a 3ª edição do Prêmio Arcanjo de Cultura, idealizado pelo jornalista e crítico Miguel Arcanjo Prado, e estivemos finíssimos, presentes no rolê para contar tudo como foi. De volta ao Theatro Municipal de São Paulo, a premiação foi impecável e emocionante!
Afinal, é preciso valorizar e premiar nossa cultura e seus artistas em tempos tão difíceis, né? Contamos ainda com apresentações belíssimas de Ana Canãs, Anná, Marcelo Veronez, Ilu Obá De Min, Rico Ayade, Supla e João Suplicy.
O júri? Time pesadíssimo, presidido pelo idealizador e composto pelos especialistas Adriana de Barros, Bob Sousa, Elba Kriss, Hubert Alquéres, Miguel Arcanjo Prado e Zirlene Lemos. Eles escolheram a dedo e minuciosamente os vencedores de cada categoria.
Confira os vencedores de 2021:
ARTES VISUAIS
- Maria Bonomi – Réquiem para os tombados pela Covid-19 na América Latina, do Memorial da América Latina
Pela homenagem aos mortos na pandemia no continente em obra idealizada com Jorge Damião e Helena Peres Oliveira
- Naïfs do Brasil, do Sesc São Paulo
Pela valorização da arte popular em mostra no Sesc São José dos Campos e na Bienal Naïfs do Brasil no Sesc Piracicaba, sob curadoria de Ana Avelar e Renata Felinto
- Rita Lee – A Rainha do Rock – Rock Exibithion, do MIS – Museu da Imagem e do Som
Pela importância da mostra que percorre a trajetória da mais importante mulher do rock brasileiro sob curadoria de João Lee, direção artística de Guilherme Samora e cenografia de Chico Spinosa, sob supervisão da própria Rita Lee
CINEMA
- Deserto Particular, de Aly Muritiba
Pelo olhar sensível para o amor em tempos contemporâneos por meio de um personagem à deriva nas estradas da vida
- Doutor Gama, de Jeferson De
Por recuperar a história do legendário abolicionista que foi precursor na defesa de direitos para a população negra no Brasil
- Urubus, de Claudio Borrelli
Pelo olhar interessado e poético para o mundo da pichação na cidade de São Paulo, quarta maior metrópole do mundo
DANÇA
- A Casa, de Marisa Bucoff, e Transe, de Clébio Oliveira, do Balé da Cidade de São Paulo
Pelo potente retorno ao presencial com duas coreografias inéditas que conquistaram o público com seu diálogo com a vida e a morte
- Rui Moreira
Pela primazia na construção de impecável carreira na dança, repleta de pontes potentes em seu trilhar artístico
- Silvia Gaspar
Pela trajetória de brilhantismo como dedicada e talentosa bailarina, com especial destaque para sua atuação no Grupo Corpo
- Zebrinha – José Carlos Arandiba
Pela trajetória de incomensurável contribuição à dança, com primor coreográfico ancestral no Balé Folclórico da Bahia, Bando de Teatro Olodum e Cia. dos Comuns
MÚSICA
- Ana Cañas
Pelo ótimo álbum Ana Cañas canta Belchior, postura solidária e estreia da paulistana como apresentadora em Sobrepostas no Canal Brasil
- Don L
Pelo inquieto álbum Roteiro pra Aïnouz vol. 2 do rapper cearense que inovou com videoclipe vertical Na Batida da Procura Prefeita
- Kaê Guajajara
Pelo urgente álbum Kwarahy Tazyr da rapper indígena maranhense que valoriza a luta dos povos originários em suas músicas
REDES
- Célia Xakriabá
Pelo pioneirismo no ativismo indígena da intelectual Xacriabá e comando do primeiro podcast indígena do Globoplay, Papo de Parente
- Festival AfroMusic
Por valorizar a música e intelectuais pretos da cena independente, realizado em formato digital e acessível
- Supla
Pela reinvenção nas redes sociais que o coloca em diálogo com as novas gerações em redes como TikTok e Instagram
STREAMING TV
- Elenco trans de Manhãs de Setembro
Pelo destaque na série no Amazon Prime Video protagonizada por Liniker e com Clodd Dias, Linn da Quebrada, Divina Nubia, Danna Lisboa e Dante Aganju
- Roda Viva
Pelos 35 anos, renovação multiplataforma, com entrevistados e entrevistadores que valorizam a diversidade e o debate de ideias na TV Cultura
- Trace Brasil
Pela valorização da cultura afrourbana brasileira em formato multiplataforma, no Globoplay, Multishow e redes sociais
TEATRO
- Afluentes Acreanas, do Teatro Candeeiro
Pelo resgate delicado e potente da história indígena na formação do Acre, valorizando nomes importantes da cena na Amazônia, com texto e direção de Jaqueline Chagas
- Aurora, da Cia. de Teatro Os Satyros
Pela retomada presencial do icônico Espaço dos Satyros com elenco, texto e direção potentes, em uma ode de amor a São Paulo por Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez
- Diego Ribeiro, de Pink Star, e Letícia Soares, de A Cor Púrpura
Por atuações arrebatadoras como protagonistas de seus respectivos espetáculos, conquistando o coração do público
- Turmalina 18-50, da Cia Cerne
Por recuperar a importância histórica de João Cândido com um belo trabalho da Cia. Cerne de São João de Meriti escrito e dirigido por Vinicius Baião
ESPECIAL
- Alê Youssef
Pela retomada do Studio SP, um dos mais emblemáticos palcos da música em São Paulo, em sociedade com Ale Natacci e Ronaldo Lemos
- Aline Torres
Pelo pioneirismo em ser a primeira mulher negra secretaria de Cultura da Cidade de São Paulo, com grande contribuição ao setor artístico
- Elenco de A Cor Púrpura
Pelo talento farto e espírito de equipe neste musical já lendário repleto de corpos e almas negras que emocionam o público
- Grace Gianoukas
Pelos 40 anos de brilhante carreira no teatro, foco do solo Grace em Revista, criação da Terça Insana e destaque nas novelas da Globo
- Grupo Gattu
Pelo constante trabalho de formação de novos públicos para as artes cênicas no acolhedor Teatro do Sol, em Santana, zona norte de SP
- Hernan Halak e Felipe Gonzalez
Por construírem pontes musicais entre Brasil e América Latina com o internacional Festival Mucho, da Mundo Giras e Difusa Fronteira
- Ilu Obá de Min
Pela valorização da arte negra e da mulher no Carnaval de São Paulo, constantes ações sociais e de formação com foco na cultura de matriz africana
- Leci Brandão
Pela irretocável carreira na música, dedicação social relevante e pioneirismo feminino na história do samba e do Carnaval brasileiros
- Nicole Puzzi
Pelos 50 anos de carreira com gigantesca contribuição ao cinema, ao teatro e à TV, onde apresenta o inovador Pornolândia no Canal Brasil
- Selo Lucias, da Adaap
Pela contribuição à memória do teatro brasileiro e homenagem a Lucia Camargo, com edição de livros emblemáticos como Teatro de Grupo na Cidade de São Paulo
- Sérgio Sá Leitão
Pela constante contribuição à classe artística à frente da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo
- Zé Celso e Teatro Oficina
Pela trajetória de 63 anos do mais longevo grupo teatral do Brasil com amplo reconhecimento internacional e estética singular.