
A equipe do DeuClick foi ao show de lançamento do novo álbum “Carta de Adeus” da Fresno, no Espaço Unimed em São Paulo com o apoio da Samsung e imagens feitas com S26 Ultra. Com o coração pronto pra entender: o que realmente mudou da época de Ciano pra hoje? 👀 Muita gente fala que a banda agora conversa mais com a geração Z do que com os fãs raiz… mas será que não é justamente essa evolução que mantém os caras vivos até hoje no cenário?

Pra quem me acompanha desde os tempos de 107HC na 107FM no interior paulista, mas com a produção na capital— programa pioneiro que ajudou a fortalecer o hardcore e emocore no Brasil e revelou bandas como Strike e tantos outro momentos icônicos com Nx Zero e mais de 10 mil bandas do país todo e trouxe pela primeira vez o som dos caras de Porto Alegre a uma FM em SP — e depois acompanhou entrevistas no blog, e depois no site HCNOAR (ficou 13 anos no ar) e pude estar em inúmeros shows como jornalista, ativando promoções e como assessor do evento que os tinha como headline. Posso afirmar a Fresno sempre foi sobre conexão real. E sim, tentamos falar com a banda no evento pra entender mais ainda esse momento, a resposta da assessoria disse que não ia rolar atendimento a imprensa, mas rolou com quem lhes convinha. Esqueceram de quem tem história, tem contato e que a mentira tem perna curta. Enfim é sobre.

Mas bora pro que importa: o show.
Mesmo antes do lançamento oficial nas plataformas (dia 24), o álbum “Carta de Adeus” já tava na boca da galera. A estratégia de liberar o disco antes pra quem comprou ingresso mudou completamente o jogo — quem tava desconfiado nas prévias voltou atrás bonito, com direito a pedido de desculpa nas redes.

No palco, a Fresno entregou exatamente o que sabe fazer: emoção + construção + identidade. A galera cantou MUITO alto faixas como “Tentar de Novo e de Novo”, “O Cantor e o Taxista” e “Sóbria” — tudo no pulmão, daquele jeito que só fã sabe.

Agora sendo bem sincero no feeling da pista: a música “Carta de Adeus” (título do álbum) não bateu tanto quanto o resto, e deu pra perceber que não foi só impressão nossa… parte do público também não conectou igual.

Mas quando vieram os clássicos… meu amigo, esquece. Foi só pedrada:
“Redenção”, “Porto Alegre”, “Milonga”, além da fase mais rádio/TV e até fase de ou outro na MTV (Ed. Abril) com “Quebre as Correntes”. E no final, aquela que une TODO MUNDO: “Desde Quando Você Se Foi” — impossível não arrepiar.
Ainda fiquei esperando um “Pólo” ali no setlist… faltou, hein 😅

O mais interessante é ver como a Fresno amadureceu sem perder a essência. O rock e os instrumentos continuam ali, firmes, provando que o rock não morreu — ele só mudou de forma. Hoje, a banda entrega menos urgência juvenil e mais profundidade emocional, com uma sonoridade mais orgânica e até influências analógicas dos anos 80.
E isso conversa diretamente com o conceito do disco. “Carta de Adeus” não é sobre fim… é sobre ciclos, sobre saber deixar ir. (apesar de não concordar sobre pessoas esse conceito). Como os próprios caras falaram, é tipo uma terapia em forma de música — um expurgo, mas também um recomeço.
Lucas Silveira ainda mandou a real: música da Fresno não é feita pra viral de TikTok. É construção, é contexto. Não adianta ouvir 15 segundos e achar que entendeu tudo.

Outro ponto que chama atenção é a consistência da banda e ressaltados pelo Lucas no palco ao falar com o público. São 26 anos de carreira, e mesmo assim os caras conseguem lotar o Espaço Unimed em pleno feriadão. Isso não é nostalgia… é relevância construída no tempo.
A Fresno virou praticamente uma prova viva de que fazer o que você acredita, sem correr atrás de trend, ainda funciona. E talvez seja exatamente isso que mantém a banda como a única daquele movimento emo dos anos 2000 que continua forte até hoje.

No fim, o saldo é claro: a nova fase pode até dividir opiniões entre raiz e nova geração, mas ao vivo… todo mundo canta junto. E isso diz muito.
Se liga no setlist:
- “Eu Não Vou Deixar Você Morrer”
- “Carta de Adeus (Bye Bye Tchau)”
- “Tentar de Novo e de Novo”
- “Sóbria”
- “Pessoa”
- “Logo Agora Que o Meu Mundo Girou”
- “Tudo Que Você Quer”
- “Se Foi Tão Fácil”
- “Cantor e Taxista”
- “Eu Não Sei Dizer Não”
- “Cada Poça Dessa Rua Tem Um Pouco De Minhas Lágrimas”
- “Redenção”
- “Porto Alegre”
- “Diga Pt. 2”
- “Infinito”
- “Deixa o Tempo”
- “Eu Sei”
- “Eu Nunca Fui Embora”
- “Manifesto”
- “Eles Odeiam Gente Como Nós”
- “Sua Alegria Foi Cancelada”
- “Milonga”
- “Eu Sou a Maré Viva”
- “Casa Assombrada”
- “Quebre as Correntes”
- “Desde Quando Você Se Foi”

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Fotos e imagens com o S26 Ultra e ass de produção: Kauê Naccarato
Fotos: Gui Caielli – confira o insta dele aqui
Apoios:
Samsung, que nos cedeu o Galaxy S26 Ultra para as fotos e imagens dessa matéria.
Atêlie Ópitco Jabaquara que me cedeu óculos de grau e escuros para o meu uso diário


