Bia Granja do YOUPIX, dá dicas de como ser um criador de conteúdo com boa monetização. Se liga!

Bia Granja - maior especialista em influência digital do país e Co-fundadora da YOUPIX

Na última semana rolou a 7ª edição do YOUPIX Summit, principal evento da América Latina para discussão sobre a indústria dos criadores de conteúdo. O role teve a apresentação da ViU Hub, unidade digital da Globo (chic demais).  o encontro que comemora os 15 anos da história da YOUPIX, tem o nome de “YOUPIX Summit 2021: do Meme ao Negócio” que foi digital e free. Eu estive na primeiras edições em 2014, ainda no Parque do Ibirapuera, aqui em São Paulo, quando começei ver como um mercado e também local para network e conheci hoje uns dos maiores youtubers como Felipe Neto (já bombado), Christian Figueiredo (quetinho na época, nem sonhova quem iria se tornar), Felipe Castanhari (já com o Nostalgia chamando atenção e o falei pra fazer um dos ThunderCats, coincidência ou não, rolou ahah) e Kéfera (já era uma estrela do youtube).

Preta Gil / Reprodução do YouPix Summit 2021

Rolaram 56 palestras, com mais de 100 como Preta Gil, na palestra “Meu corpo, minhas regras: mas será que o corpo é meu mesmo?” , Lumena Aleluia, trouxe “Manual de boas práticas da militância: será que existe?” Lucas Rangel com um react ao vivo de uma super seleção dos memes que mais fizeram sucesso nos últimos 15 anos.

Marcelo Carlos e Tati Martins do WebTV Brasileira / Reprodução do YouPix Summit 2021

Esse Menino, Raphael Vicente, Pepita e Fayda Belo e o casal Tati Martins e Marcelo Carlos da WebTV Brasileira.

painel com Pedro Alvim, do Magalu, e Bia Granja. Créditos: Reprodução do YouPix Summit 2021

Um dos destaques também foi para o painel “O conteúdo é o futuro do varejo?”, Bia Granja, fundadora da YOUPIX, Pedro Alvim, gerente de redes sociais e marca Magalu, Alexandre Ottoni, do Jovem Nerd, Manuela Bordasch, do Steal the Look e Domingos Hypolito, do Canaltech. O painel respondou o que está por trás de grandes parcerias anunciadas nos últimos meses.

Bia Granja do YouPix.

Ai tinha algumas dúvidas e pedi dicas e opiniões sobre o mercado de influência digital e a Bia Granja – maior especialista em influência digital do país e Co-fundadora da YOUPIX, conversou comigo e arrasou muito. Confira:

DeuClick/Rick Nóbrega – Quais as maiores percepções de diferença da primeira edição para atual e não poder fazer presencialmente?

Bia Granja: A maior diferença, positivamente falando, foi que tivemos acesso a um público muito maior, conseguimos ir muito mais longe com a versão online do Summit, desde o ano passado, quando começou a pandemia. Em 2020, tivemos cerca de 20 mil inscritos e, este ano, até o momento, já contabilizamos mais de 40 mil visualizações do evento e cerca de 10 mil mensagens no chat. As conversas geradas pelo evento já chegaram em 3 milhões de pessoas nas redes sociais.

DeuClick/Rick Nóbrega – O que os criadores ainda erram ao procurar as marcas?

Bia Granja: Apesar de 39% dos criadores terem o trabalho com marcas como principal fonte de renda (Pesquisa YOUPIX e Brunch: Creators e Negócios 2021), acredito que o maior erro dos criadores agora é pensar na marca como o principal meio para monetizar seu conteúdo ou ganhar dinheiro no digital. Jamais existirão tanto dinheiro de marca quanto criadores. Depois disso, caso o creator queira fazer esse conteúdo, acredito que o maior erro seja não ter claro o seu valor, literal (no sentido de saber quanto cobrar) e metafórico (no sentido de que não apresentam com clareza qual seu diferencial, o valor que geram e a força de suas comunidades).

DeuClick/Rick Nóbrega – O criador que não estiver no YouTube perde dinheiro ou ele pode estar nas demais redes?

Bia Granja: O creator que não diversificar seus canais de distribuição e monetização está perdendo dinheiro e visibilidade. Esse negócio não é sobre construir número de seguidores, é sobre construir uma marca forte e isso é feito planejando estrategicamente onde sua marca estará e como essa marca pode gerar dinheiro. É no youtube? É no instagram? Mas também pode ser em grupos fechados de Telegram ou Whatsapp.

DeuClick/Rick Nóbrega – As marcas/ agências, sinto que algumas ainda não sabem usar o poder da internet e quanto vale o post/espaço do criador, é ainda uma realidade a se trabalhar?

Bia Granja: Com certeza, poucas marcas sabem como usar o poder da internet. Tanto no qu se refere ao conteúdo próprio gerado nas redes sociais, que seguem sendo “propagandas mais baratas” ou também enxergando a influência como algo restrito a celebridades, artistas e criadores. Se a gente entender que ser influencer é ser relevante, é ser líder, é engajar pessoas, podemos dizer que isso deveria fazer parte do dia-a-dia de empresas e marcas. Hoje, quem não influencia não tem visibilidade e não faz parte das conversas do momento. Acreditamos muito que as marcas também deveriam galgar seu espaço na mente dos consumidores, não só apenas criando relevância por meio de outras pessoas. Por isso, chamamos de economia da influência, não é um marketing com influenciadores, são as marcas fazendo parte das conversas que são relevantes pra elas hoje, no centro da cultura, entregando relevância e não só anuncio que ninguém quer ver.

DeuClick/Rick Nóbrega – Você acredita que as plataformas deveriam dar mais suporte aos criadores e a tentativa de censurar as plataformas pelo governo é culpa de as mesmas não terem claro uma política para suspensão ou exclusão de contas?

Bia Granja: Acredito que as plataformas precisam dar suporte não só aos criadores, mas também aos usuários, dando ferramentas para que eles também reflitam, participem e contribuam para a segurança e representatividade dos conteúdos que circulam. Por outro lado, é muito difícil realizar esse atendimento em escala, considerando que todas as redes sociais recebem muitos milhões de postagens todos os dias. O limiar entre liberdade de expressão e censura é muito difícil de definir. Existem regras, é difícil fiscalizá-las, mas as redes precisam investir em tecnologia e ferramentas que tornem isso capaz. Acredito que as tentativas de censura pelo governo têm mais a ver com a ideologia de um governo fascista do que com as redes em si. Sociedade civil, entidades, plataformas e governo precisam dialogar e encontrar soluções conjuntas.

Sobre essa doidera do governo apuramos o posicionamento das plataformas através da assessoria do YouPix.

“No Instagram, mais 30 mil pessoas trabalham na equipe de segurança! É nossa responsabilidade garantir que os usuários se sintam seguros na plataforma”, conta Natalia Paiva, gerente de Políticas Públicas do Instagram Latam. Segundo Natália, existem diversas ferramentas que ajudam nesse processo e fazem uma curadoria de conteúdo, antes dele ser publicado – seja um comentário ou mensagem direta: “a partir do alerta de comentário, ativado quando identificamos palavras de tom ofensivo antes de ser postado, identificamos que cerca de 50% dos usuários já repensam e editam o texto antes de postar”. A rede social hoje é capaz de deletar 95% de discurso de ódio e 70% de bullying e assédio automaticamente por meio de inteligência artificial, comenta Natalia Paiva, gerente de Políticas Públicas do Instagram Latam.

Concordou que a comunidade e os insights dos creators sobre o que acontece na plataforma, colaboram nesse ambiente mais seguro que todos procuram. “98% da nossa comunidade nunca violou as regras, por isso, o processo educativo também é muito importante para poder denunciar corretamente. No último ano, cerca de 4 bilhões de comentários de tom ofensivo foram removidos da plataforma”. explica Alana Rizzo, gerente de Políticas Públicas do YouTube no Brasil.

“No Twitter, trabalhamos proativamente, por meio de tecnologias, para identificar conteúdos abusivos, assim conseguimos reduzir muito a quantidade de denúncias, mas também é importante que todos os usuários conheçam as regras no jogo para se defender. Além das ferramentas utilizadas, investimos em projetos como em parcerias com organizações como, por exemplo, As Minas. Temos uma assistente virtual, chamada Penha, que concede informações sobre relacionamentos abusivos, orientações do que é violência psicológica e, com isso, ajuda na aplicação da Lei Maria da Penha. Entendemos que o Twitter também pode oferecer serviços importantes além da conexão e comunicação”, completa Natália Neris, coordenadora de Políticas Públicas do Twitter no Brasil.

Confira todas as palestas:

https://www.youtube.com/c/youPix ou comece pelo primeiro dia:

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