Di Grassi fala sobre o futuro da Fórmula E e a parceria com ABT Lola

Carros da categoria um dia antes de competirem no ePrix de Paris, também em 2017 (ABT)

Em 13 de setembro de 2014, Lucas Di Grassi fez história ao vencer o primeiro ePrix da Fórmula E em Pequim, pilotando pela equipe ABT. Desde então, o brasileiro tem sido um dos nomes mais influentes da categoria, ajudando a moldar o campeonato desde a sua criação. Nesta entrevista, Lucas reflete sobre a evolução da Fórmula E ao longo de uma década e comenta sobre o futuro, incluindo a parceria da ABT com a Lola e Yamaha a partir de 2025.

Primeira memória da Fórmula E

“Minha memória mais antiga é de julho de 2012. Eu estava em um hotel em Londres quando Alejandro Agag me ligou com uma ideia maluca: um campeonato de carros elétricos! Não havia detalhes técnicos ainda, mas eu pensei: ‘Isso pode funcionar!’ Dias depois, nos reunimos em Londres para começar do zero. Tudo era novo, empolgante e revolucionário!” ⚡

Expectativas para o primeiro ePrix de Pequim

“Eu estava nervoso! Nosso desempenho nos testes de pré-temporada foi ótimo, mas tudo era desconhecido: a pista, o formato, até como a corrida funcionaria. Eu me foquei em ser consistente e garantir que o carro completasse a prova. Conduzi a 95% do meu potencial para chegar ao fim da corrida.”

Vitória surpresa em Pequim

“Foi uma loucura! Comecei em segundo, perdi uma posição na troca de carro, mas me mantive perto dos líderes. Na última volta, o acidente entre Heidfeld e Prost me deu a chance de vencer. Não era como eu queria ganhar, mas às vezes, você tem que aproveitar os momentos de sorte. Ser o primeiro vencedor de um ePrix foi incrível!”

A evolução da Fórmula E em 10 anos ⚡

“A Fórmula E cresceu muito: os carros estão mais rápidos, as corridas mais competitivas, e o campeonato é mais profissional. Hoje, todos sabem o que é Fórmula E, mas ainda há resistência de quem prefere motores a combustão. O automobilismo não precisa ser de um só tipo, pode abraçar várias tecnologias!”

Segredo do sucesso na pista ️

“Ter um bom pacote é essencial: equipe, piloto e carro. A maior parte dos meus resultados veio com a ABT. Desenvolvemos tudo juntos, e isso fez toda a diferença. Eu sempre levei a Fórmula E muito a sério, dei tudo de mim. Foram 10 anos de trabalho duro, noites sem dormir e muita pressão.” ⏳

Melhor e pior fim de semana

“O melhor foi ganhar o título em 2017, no Canadá. Cheguei como azarão e saí como campeão! O pior foi em Cape Town, 2023, quando não consegui largar. Estar no grid e não correr foi bizarro.”

Design dos carros elétricos: ousadia suficiente?

“Acho que o campeonato poderia ser mais ousado. No início, achei ótimo a FIA estar tão envolvida, mas hoje acredito que seria melhor se os fabricantes tivessem mais liberdade para desenvolver seus próprios carros.” ✨

O que o futuro reserva?

“Com a tração nas quatro rodas chegando, as corridas vão mudar drasticamente. Eu defendo isso há anos, e finalmente está acontecendo! Vai ser um divisor de águas.” ️

Expectativas para a estreia da ABT Lola em 2025

“Adoro esse processo de montar uma nova equipe. Estamos em uma posição excelente, com pessoas experientes e talentosas. Estou ansioso para começar essa nova fase!”

Lucas Di Grassi continua sendo uma figura central na Fórmula E, e o futuro promete ser tão emocionante quanto sua jornada até aqui. Vamos ficar de olho nas próximas corridas! ️

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