A Ford ligou o modo turbo e apresentou na noite de ontem seu ambicioso programa de competição para a temporada 2026, marcando oficialmente o retorno à Fórmula 1 em parceria com a Oracle Red Bull Racing, em um evento de peso realizado em Detroit, nos Estados Unidos. Com a presença do CEO Jim Farley, do presidente do Conselho Bill Ford e vários executivos da marca, o público conferiu pela primeira vez a pintura dos carros que serão pilotados por Max Verstappen e Isack Hadjar, além do anúncio das equipes que vão representar a montadora em diferentes categorias ao redor do mundo.
O palco da revelação foi a icônica Michigan Central Station, antiga estação ferroviária que ficou abandonada por décadas e hoje virou um verdadeiro hub de inovação graças à revitalização feita pela própria Ford. Resultado, cenário histórico, vibe futurista, centenas de convidados no local e transmissão global pelo YouTube. Evento com cara de comeback lendário.
“Temos a sorte de fazer parte de uma indústria que tem o seu próprio esporte, o motorsport, e gostamos de vencer porque somos competitivos”, afirmou Jim Farley. “Também queremos que todos sintam um pedaço desse sucesso nas corridas. Competimos porque isso melhora nossos produtos com tecnologias de pista, como no Mustang GTD e na Raptor, além de ser motivo de orgulho para todo o nosso time.”
Mesmo longe da Fórmula 1 desde 2004, a Ford segue gigante na história da categoria, ocupando até hoje o posto de terceira fabricante de motores mais vitoriosa da F1, com 174 vitórias. Respeita o legado.
Negócios inacabados 🏁
Em 2025, a Ford acumulou 91 vitórias em 38 países, seis continentes e com 20 modelos diferentes. Grande parte desse sucesso veio com os modelos Mustang GT3, Mustang GT4 e Mustang Dark Horse R, brilhando em categorias como Austrália Supercars, Fórmula Drift e Drag Racing, além do recorde conquistado pelo Super Mustang Mach-E em Pikes Peak.
“Na Ford, nós não somos apenas inspirados pelas corridas, nós nascemos nelas. Agora que estamos voltando ao topo do automobilismo após 22 anos, o ar é diferente dentro da empresa”, declarou Will Ford, gerente geral da Ford Racing. “Quando vi a pintura dos carros pela primeira vez, não vi marketing. Vi o nome da minha família de volta ao cenário global, onde temos negócios inacabados.”
Le Mans no radar 🕒
A Ford também confirmou seu retorno à elite de Le Mans, na categoria Hypercars, a partir de 2027. O time de pilotos de fábrica terá Logan Sargeant, Sebastian Priaulx e Mike Rocky Rockenfeller.
O novo protótipo virá equipado com o lendário motor Coyote V8 5.4 naturalmente aspirado, que pela primeira vez será totalmente desenvolvido dentro da própria Ford, conectando o passado glorioso dos campeões de 1966 com a nova era que começa em 2027. Em 2026, a marca segue competindo na categoria LMP2.
“Já aprovamos o Mustang GT3 para o Mundial de Endurance (WEC), com melhorias em aerodinâmica, suspensão e freios. Temos um grande carro e uma grande line-up de pilotos para a temporada”, destacou Mark Rushbrook, diretor global da Ford Racing.
Off-road também é território Ford 🌍
E não é só no asfalto que a Ford quer dominar. O programa de competições inclui forte presença no off-road, com destaque para o Rally Dakar, onde Carlos Sainz, Nani Roma, Mitch Guthrie e Mattias Ekström competem com a Raptor T1+, com chances reais de vitória na edição que segue até o dia 17.
A marca também apresentou Bailey Campbell como nova piloto, que vai acelerar o Bronco RTR em provas como a King of Hammers pela RTR Vehicles Off-Road Team. Para fechar o pacote com estilo, a Ford anunciou Daniel Ricciardo, ex-piloto de F1 e queridinho das redes, como novo embaixador global off-road da Ford Racing. Sim, o sorriso mais famoso do paddock agora é da casa.
O recado está dado, a Ford não está só voltando, está voltando para brigar no topo, em tudo quanto é tipo de pista.
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