A Samsung Electronics realizou no dia 7 de janeiro a sessão final da série de Tech Forums da CES 2026, com o tema The Human Side of Tech: Designing a Future Worth Living, em um encontro que rolou no espaço The First Look da marca, dentro do hotel The Wynn Las Vegas. O painel foi mediado por Debbie Millman, apresentadora do programa Design Matters, e contou com nomes de peso do design global, como o Chief Design Officer da Samsung, Mauro Porcini, além dos designers Karim Rashid e Fabio Novembre.
O papo foi direto ao ponto e trouxe uma provocação que está dando o que falar no universo da tecnologia: depois de anos dominados pelo minimalismo, qual é o próximo passo do design tech? Spoiler: a resposta passa por mais emoção, mais conexão humana e menos frieza visual. Os convidados exploraram como tecnologias mais acolhedoras, expressivas e emocionalmente envolventes podem transformar a forma como a gente se relaciona com produtos e experiências, especialmente em plena era da Inteligência Artificial.
Design como um ato de amor
Debbie Millman abriu a discussão apontando que o design em tecnologia acabou ficando uniforme demais nos últimos anos. Segundo ela, enquanto outros setores exploram diversidade visual e conceitual, o mundo tech acabou seguindo quase um padrão único. A provocação foi clara: e se a tecnologia fosse pensada para ir além de ficha técnica e funcionalidades?
É exatamente aí que entra a estratégia da Samsung. A empresa vem reforçando uma visão em que o foco não é só o produto em si, mas como ele se encaixa na vida real das pessoas, nas rotinas, nas emoções e nas necessidades do dia a dia. Os participantes do painel destacaram que esse olhar mais humano ganha ainda mais força num cenário em que ferramentas e recursos tecnológicos estão cada vez mais acessíveis, quebrando antigas barreiras de entrada.
O lado humano da tecnologia em destaque

Outro ponto forte da conversa foi a ideia de que a tecnologia precisa deixar mais visível o cuidado, a intenção e a humanidade por trás dos produtos. Não basta funcionar bem, tem que fazer sentido para quem usa.
Mauro Porcini reforçou o propósito de design da Samsung: enriquecer a qualidade de vida por meio de tecnologia significativa, criada para pessoas de verdade. Ele destacou o compromisso da empresa em desenvolver soluções que ajudem as pessoas a viver mais, viver melhor e viver de forma mais intensa, com foco em bem-estar, criatividade e autoexpressão.
Karim Rashid complementou trazendo um olhar ainda mais emocional para o debate. Segundo ele, a relação das pessoas com objetos vai muito além da utilidade. Produtos bem pensados geram vínculo, afeto e conexão. E o design é justamente a ponte que transforma algo comum em algo com valor emocional.
Inteligência Artificial com alma humana
O painel também mergulhou no futuro da Inteligência Artificial e deixou claro que, sozinha, a AI não é suficiente. A visão defendida pelos participantes é que a tecnologia atinge seu verdadeiro potencial quando caminha junto com valores humanos.
Porcini apresentou sua filosofia resumida na fórmula AI × (IE + IH), ou seja, Inteligência Artificial potencializada pela Inteligência Emocional e pela Imaginação Humana. Para ele, a tecnologia deve ampliar a criatividade humana, e não substituir. Seu recado foi direto e tranquilizador: não é sobre ter medo da tecnologia, mas sobre humanizá-la, guiá-la e moldá-la para servir melhor às pessoas.
A mensagem central da sessão ficou clara: tecnologia precisa ter propósito, empatia e significado. Caso contrário, vira só mais um recurso frio em um mundo que já anda saturado de estímulos.
Design expressivo como experiência, não só estética
Fabio Novembre trouxe uma reflexão que arrancou atenção de quem acompanhava o painel: para ele, a felicidade é o verdadeiro objetivo do design. Segundo o designer, criar experiências que tornem o impossível possível é o que coloca o design de volta ao centro do palco.
Os participantes destacaram que o mercado vive uma transição importante: o foco deixa de ser apenas projetar objetos e passa a ser projetar experiências completas. Emoção, identidade, significado e conexão passam a ser peças-chave na forma como as pessoas se relacionam com a tecnologia.
Esse novo olhar abre espaço tanto para propostas mais sutis quanto para criações ousadas e imaginativas, todas com o mesmo objetivo: construir um futuro que não seja apenas funcional, mas que realmente valha a pena ser vivido e sentido.
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