Início Cinema Dias e Dias: filme potente sobre juventude periférica e mobilidade urbana

Dias e Dias: filme potente sobre juventude periférica e mobilidade urbana

Crédito: Divulgação

Entre a correria para sobreviver e a vontade real de viver por inteiro, um dia de cada vez. É nesse mood intenso e super real que nasce o filme Dias e Dias, um média-metragem que faz um retrato sensível e necessário sobre mobilidade urbana e social em São Paulo, juventude, identidade e esperança. Dirigido pela dupla 2Vilão, nome artístico de Mary Abrantes e Peri, o projeto tem estreia prevista para o último trimestre de 2026 e é uma produção da Fílmica, com patrocínio da Petrogal Brasil, joint venture Galp e Sinopec.

A obra parte de uma realidade que muita gente conhece na pele: o deslocamento nos grandes centros urbanos escancara desigualdades e impacta diretamente os sonhos de quem vive à margem. E é justamente nesse corre diário que o filme constrói sua narrativa.

As filmagens acontecem na periferia da Zona Sul e no Centro de São Paulo, acompanhando Caíque, um jovem fotógrafo dividido entre a estabilidade de um trampo convencional e o desejo de viver da arte. No vai e vem entre bairro e centro, entre a pressa e o silêncio dos pensamentos, ele observa a cidade com um olhar atento, tentando encontrar sentido nas cenas do cotidiano. No elenco principal estão Bias, Larissa Diaz, Nando Bárá, Elias Cardoso e Felipe Paraguassu.

Crédito: Divulgação

O protagonista é interpretado por Bias, que trouxe sua própria vivência para o personagem e entregou tudo em cena.

O filme foi uma das melhores coisas que me aconteceu e se conecta comigo em todas as partes, parecia que o personagem tinha sido escrito pra mim. Sou morador da periferia, no extremo sul de SP, e ser um jovem negro da quebrada é viver sabendo que as oportunidades estão sempre longe. Hoje eu levo três horas pra chegar onde estudo teatro, que é meu sonho. Passar horas no busão, só pra conseguir estudar, é uma realidade que cansa, que mina sonhos. E é exatamente isso que Dias e Dias mostra”, conta o ator.
Bias também destaca a potência dos bastidores: “Quando cheguei no set, vi que grande parte da equipe era formada por pessoas negras, LGBTQIA+ e periféricas. Gente com vivências parecidas com a minha. Foi muito forte poder contar essa história juntos”.

O filme conta com apoio institucional do Instituto Criar, ONG fundada em 2003 que atua na formação de jovens de territórios periféricos por meio do audiovisual. Ao todo, 16 profissionais formados pelo Criar integram a equipe, incluindo os diretores, o roteirista Guilherme Candido e a produtora executiva Ana Inez Eurico.

E os números impressionam: 75% da equipe é formada por profissionais da periferia, reforçando a potência sociocultural do cinema brasileiro e ajudando a construir um mercado audiovisual mais diverso, democrático e representativo. São narrativas contadas por quem vive a experiência, trazendo para a tela estética, linguagem e vivência periférica de forma autêntica.

Para Mary Abrantes e Peri, o projeto é profundamente pessoal.

Dias e Dias nasce do desejo de observar o tempo, o tempo de quem trabalha, espera e sonha. Esse filme significa muito pra gente. Somos veteranos do Criar e também somos frutos de coletivos de Ermelino Matarazzo, zona leste de São Paulo, impulsionados por políticas públicas e pelas ações do próprio Instituto. A história se mistura com a nossa vivência. Nosso foco é o anseio de quem cria à margem. Não necessariamente pra vencer, mas pra continuar”, compartilham os diretores.

A narrativa funciona como um diário visual da capital paulista, refletindo sobre deslocamento, rotina, tempo e resistência. Um retrato honesto sobre seguir em frente, mesmo quando parece que tudo está parado.

O filme foi realizado por meio da Lei Rouanet, com patrocínio da Petrogal Brasil, apoio institucional do Instituto Criar, produção da Fílmica e realização do Ministério da Cultura e Governo Federal.

Mais novidades podem ser acompanhadas no Instagram oficial do projeto: diasedias_filme.

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