Lia Levin definitivamente não veio pra seguir roteiro pronto — e ainda bem. Nascida em São Paulo, em uma família de médicos onde a arte sempre foi o verdadeiro oxigênio da casa, a artista cresceu entre acordes de piano, dança pelos corredores e muita sensibilidade no ar. Hoje, aos 40 anos, a escorpiana de intensidade máxima assume seu lugar como uma artista completa: ela escreve, canta, dança, interpreta e entrega tudo. Em sua voz, até os pensamentos mais densos ganham leveza, daqueles que atravessam a gente sem pedir licença.
Seu novo trabalho, Intermitência, chega como um soco suave — daqueles que doem porque fazem pensar. Escrita por Lia em parceria com Thales Augusto Corrêa, a canção joga luz sobre um tema urgente: o mecanismo psicológico que mantém mulheres presas em relacionamentos abusivos, marcado pela alternância imprevisível entre dor e afeto. É pesado? Sim. Mas é necessário. E Lia sabe traduzir esse debate em música acessível, envolvente e extremamente brasileira.
🎧 Ouça Intermitência: https://tratore.ffm.to/intermitencia
A faixa passeia com naturalidade entre o sertanejo, o brega e a bachata, criando uma sonoridade quente e popular, produzida pela Interstella (Murilo Speratto e Thales Augusto Corrêa). Pra fechar o combo, o clipe traz o ator Thomás Aquino (o Ronei Soares da novela Coração Acelerado), que entrega uma atuação intensa e real, ilustrando com precisão os jogos de manipulação emocional que muita gente conhece de perto. É arte que informa, incomoda e conecta — tudo ao mesmo tempo.
“Desde quando compus a música, imaginei o clipe com cenas que contassem a história de um casal em um relacionamento tóxico. Assim, eu poderia também contemplar minha paixão pela cena e interpretar um papel junto com um ator. Pensei logo no Thomás Aquino porque ele é muito competente e entregue ao ofício. Foi muito especial construir esse clipe e dar mais uma camada de entendimento e entretenimento para o público”, conta Lia.
Psicologia na cabeça, música no coração
Mesmo com a medicina forte na família, Lia escolheu trilhar um caminho que une arte e ciência. Formada em psicologia pela USP, ela faz dessa bagagem uma lente poderosa para observar o mundo — e transformar comportamento humano em poesia cantada. “Uso todos os dias o que aprendi na faculdade, tanto na vida quanto nas letras”, revela.
Esse olhar refinado, nada óbvio, faz com que suas músicas sejam pontes reais entre gerações. Dá pra ouvir com os pais, com os filhos, com os amigos — e cada um entende de um jeito, mas sente igual. É sobre traduzir conceitos complexos sem perder profundidade, algo que Lia faz com uma naturalidade impressionante.
A escrita sempre esteve ali, como um exercício íntimo. Já os palcos entraram na vida da artista ao final da graduação, em 2009, quando ela mergulhou de vez em estudos de canto, teatro e dança, inicialmente focada no Teatro Musical. Mas foi em 2022 que a palavra encontrou a melodia. Inspirada pela força de Marília Mendonça, Lia passou a transformar suas vivências em canções autorais.
“Quando descobri que sei compor, isso me trouxe uma liberdade absurda. Pela música, as pessoas absorvem naturalmente o que você quer dizer, sem precisar levantar a voz ou brigar pra ser ouvida. Foi o que mais me empoderou na vida”, afirma.
Um EP inteiro sobre protagonismo feminino vem aí
Intermitência é só o começo. A partir desse lançamento, Lia Levin expande ainda mais seu discurso artístico com um novo EP totalmente focado em protagonismo, autonomia e liberdade feminina. As próximas músicas prometem questionar narrativas tradicionais e colocar a mulher no centro da própria história — sem filtro, sem culpa e sem pedir permissão.
Essa postura já acompanha a artista há anos. Em 2021, Lia produziu e dirigiu a versão brasileira do filme e da campanha mundial #ehproblemameu, que viralizou nas redes sociais e no WhatsApp ao conscientizar homens sobre como atitudes cotidianas alimentam ciclos de violência contra mulheres. O impacto foi gigante e abriu novas portas para sua trajetória artística.
Na música, sua estreia oficial veio em 2023 com o álbum Carta no Correio, seguido pelo single É Melhor Dançar em 2024, com uma vibe mais solar, e Sensual em 2025, onde explora livremente prazer e sensualidade, reafirmando seu domínio estético e narrativo.
Fluente em quatro idiomas e com compreensão de outros quatro, Lia escolheu a música para falar direto com o coração. Sua formação em dança e artes cênicas garante uma presença de palco magnética, daquelas que prendem o olhar e não soltam mais.
Lia Levin não é só cantora. É intérprete da condição humana feminina. Uma artista pronta pra ocupar seu espaço com a certeza de quem sabe: arte e mente não têm fronteiras — e nem deveriam.
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