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Diabo Veste Prada 2 | Review: sequência acerta no estilo, atualiza a história e entrega crítica afiada com gostinho de clássico

Meryl Streep e Stanley Tucci em "O Diabo Veste Prada 2" - Divulgação/20th Century Studios Brasil

Se alguém achou que “O Diabo Veste Prada 2 da 20th Century Studios/Disney ia ser só mais um caça-níquel de Hollywood vivendo de nostalgia… pode ir pedindo desculpa agora mesmo. O filme chega com aquele glow up de respeito, entrega tudo e ainda dá uma alfinetada real oficial no mundo atual — principalmente na crise do jornalismo e nessa obsessão meio sem alma por números e performance.

Meryl Streep e Anne Hathaway em “O Diabo Veste Prada 2” – Divulgação/20th Century Studios Brasil

A volta de Andy e Miranda não é só fan service, é praticamente um encontro de gerações. “Andy” (Anne Hathaway) retorna pra “Runway” com outro mindset, mais madura, menos desesperada por validação, mas ainda com aquela chama de provar seu valor. Já “Miranda” (Meryl Streep)… segue sendo a própria entidade fashion, só que agora com pequenas rachaduras que deixam a personagem ainda mais humana — sem perder o veneno, claro.

E olha, o roteiro acerta justamente onde muita sequência erra: não tenta forçar juventude ou pagar de “cool TikTok vibes”. Aqui, o tempo passou mesmo. Os personagens cresceram, erraram, aprenderam — e isso aparece de forma natural, sem parecer cringe. Até as tretas continuam afiadas, mas agora com uma camada a mais de respeito, admiração e até afeto (quem diria, né?).

O filme também dá aquele tapa de realidade: o jornalismo tá em crise, o impresso perdeu espaço, e a Runway tá lutando pra não virar só mais um nome esquecido no feed. É sobre adaptação ou cancelamento — simples assim. E nesse caos, entra uma crítica bem direta sobre como o mercado virou refém de números, métricas e decisões frias, deixando a essência de lado. Sem esquecer que as atrizes comentaram em entrevistas que evitaram junto a produção de mostrar os corpos esqueléticos que infelizmente voltam as passarelas mundiais.

Anne Hathaway e Stanley Tucci em “O Diabo Veste Prada 2” – Divulgação/20th Century Studios Brasil

Outro ponto forte é o equilíbrio entre passado e presente. Tem referência icônica (sim, o azul cerúleo tá lá 👀), tem nostalgia, mas nada disso engole a história nova. Pelo contrário, só fortalece. E o elenco? Entrosadíssimo. Meryl Streep segue intocável, Anne Hathaway segura muito bem essa nova fase da Andy e o resto do cast vem junto entregando aquele conforto de “tô em casa”.

No fim, “O Diabo Veste Prada 2” é aquele tipo de filme raro hoje em dia: leve, inteligente, estiloso e com algo pra dizer. Você sai do cinema com um quentinho no peito e pensando “caraca, ainda dá pra fazer cinema com alma sim”.

Veja como foi a pré do filme no Rio:

E sim… o bonequinho aplaude sentado e de pé também, porque aqui foi SERVIDO.

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