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Da Avenida Paulista à Câmara de Vereadores de São Paulo: Parada do Orgulho LGBTQIASP recebe Salva de Prata pelos 30 anos de resistência

Créditos: Lucas Benenvuto - DeuClick Comunicação, usando o Z Fold 8 da Samsung.

Eu estive na cerimônia que marcou um daqueles momentos em que a gente olha ao redor e pensa: “caramba, a história está acontecendo aqui, ao vivo e em cores”. 🏳️‍🌈✨ A Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), responsável pela Parada SP, recebeu a Salva de Prata, uma das mais importantes honrarias concedidas pela Câmara Municipal de São Paulo, em reconhecimento aos seus 30 anos de atuação, resistência e transformação social.

Créditos: Lucas Benenvuto – DeuClick Comunicação, usando o Z Fold 8 da Samsung.

A sessão solene aconteceu no dia 25 de agosto, no Salão Nobre da Câmara Municipal, e teve aquele clima de emoção, memória e, claro, muita representatividade. Afinal, não estamos falando apenas de uma festa que acontece uma vez por ano na Avenida Paulista. Estamos falando de uma organização que atua durante todo o ano e que ajudou a colocar a pauta LGBT+ no centro do debate público da maior cidade do país. 💅🏽🏳️‍🌈

Créditos: Lucas Benenvuto – DeuClick Comunicação, usando o Z Fold 8 da Samsung.

Durante a cerimônia, pude perceber de perto a emoção de Nelson Matias Pereira, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), durante seu discurso. E foi impossível não sentir o peso histórico daquele momento. A mesma Casa que hoje entrega uma das suas maiores honrarias à Parada também carrega um passado de debates e decisões que nem sempre caminharam ao lado da comunidade LGBT+, incluindo momentos em que a permanência da Parada na Avenida Paulista chegou a ser questionada.

“”…partes das nossas próprias vidas. E eu não digo isso como figura de linguagem. É fato. Tem um preço, às vezes um preço muito alto. Eu não estou reclamando. Eu prefiro assim…”

Por isso, ver a APOLGBT-SP sendo homenageada justamente naquele espaço tem um significado que vai muito além da placa ou da medalha. É quase aquele famoso “olha onde chegamos, meu bem!”. ✨

A Salva de Prata foi concedida por iniciativa da então vereadora Adriana Ramalho (PSDB) e reconhece entidades que prestaram serviços de excepcional relevância social, cultural, humanitária ou econômica para São Paulo.

Parada movimenta economia e não fica só no domingo

Créditos: Lucas Benenvuto – DeuClick Comunicação, usando o Z Fold 8 da Samsung.

Outro momento que chamou minha atenção foi a fala de Matheus Emilio, diretor de Comunicação da Parada SP, que destacou o impacto econômico e social da organização.

Segundo ele, a Parada movimentou cerca de R$ 500 mil na economia apenas no dia do evento, sem contabilizar os chamados pré-eventos. A Feira da Diversidade também reuniu aproximadamente 30 mil pessoas, mostrando que a programação LGBT+ em São Paulo está muito longe de ser apenas um evento pontual.

E essa talvez seja uma das grandes mensagens da noite: a Parada trabalha o ano inteiro.

A APOLGBT-SP mantém iniciativas como a Feira Cultural da Diversidade, que chegou à sua 25ª edição, o Prêmio Parada SP de Cidadania LGBT+, rodas de conversa, ciclos de debates, formação de jovens ativistas, oficinas e ações de apoio à população LGBT+.

É cultura, economia, cidadania, ativismo, educação e política pública tudo no mesmo pacote. E sim, o babado é sério. 🏳️‍🌈🔥

A mensagem também foi direta: a Parada jamais voltará para o armário.

Léo, Silvetty e uma cobrança que também é política

Créditos: Lucas Benenvuto – DeuClick Comunicação, usando o Z Fold 8 da Samsung.

Quando a cerimônia já caminhava para o final, Léo Áquilla pediu a palavra e fez um chamado que ultrapassou os discursos de homenagem: pediu consciência na hora de votar e defendeu a eleição de pessoas LGBT+ nas eleições de 2026.

A fala trouxe para dentro da solenidade um debate que já vem sendo colocado pela própria Parada SP por meio do tema deste ano: “A rua convoca. A urna confirma!” 🗳️🏳️‍🌈

E aí, meu amor, não tem como fugir da pauta: representatividade também passa pela política.

Créditos: Lucas Benenvuto – DeuClick Comunicação, usando o Z Fold 8 da Samsung.

Quem também protagonizou um daqueles momentos que arrepiam foi Silvetty Montilla. Ícone absoluto, ela relembrou seus 18 anos como apresentadora e recebeu uma honraria por sua trajetória, por ter participado da primeira Parada e por toda a contribuição construída ao longo de sua carreira.

O público respondeu como era de se esperar: ovacionando a diva. 👑✨

Uma noite de quem fez — e continua fazendo — história

Entre discursos, homenagens e memórias, uma coisa ficou muito clara para mim: aquela cerimônia não era apenas sobre quem estava recebendo uma honraria.

Era sobre quem abriu caminho.

Era sobre quem esteve na primeira Parada.

Era sobre quem segurou faixa, organizou evento, enfrentou preconceito, colocou o corpo na rua, criou projetos, acolheu pessoas e ajudou a construir uma comunidade mais forte.

Créditos: Lucas Benenvuto – DeuClick Comunicação, usando o Z Fold 8 da Samsung.

Foi emocionante também ver nomes como Tony Nicácio, responsável pela Casa de Acolhida 9 de Julho, e Rafael Calumby, coordenador da Diversidade Sexual de São Paulo, participando daquele momento.

Estar ali como testemunha de tudo isso foi especial. Porque algumas cerimônias entregam um prêmio. Outras entregam uma espécie de reconhecimento coletivo a décadas de luta.

E, naquela noite, senti que era exatamente isso que estava acontecendo.

A Parada SP nasceu nas ruas, cresceu com voluntários, ativistas e parceiros e transformou São Paulo em referência mundial quando o assunto é visibilidade LGBT+. Desde 1997, quando a Parada passou a ocupar a Avenida Paulista, sua história se mistura à própria história da luta por direitos LGBT+ na cidade.

Hoje, 30 anos depois, receber a Salva de Prata dentro da Câmara Municipal é um daqueles momentos em que a história dá uma piscadinha para a gente e diz: “vocês chegaram até aqui”. 🏳️‍🌈✨

E, sinceramente? Ainda bem que ninguém pretende voltar para o armário.

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