Critica Venom: Tempos de Carnificina acerta mais que seu antecessor ao virar uma comédia

Créditos: Divulgação Sony Pictures

Em minhas épocas de escola existia uma piada bastante famosa que eu nunca esqueci “Porque o Joãozinho não entrou na padaria?” alguém perguntava, para em seguida emendar um “Porque a bicicleta dele era azul”. A resposta absurda fazia qualquer um rir e é mais ou menos essa a pegada de Venom: Tempo de Carnificina.

Após o seu antecessor ter sido rechaçado pela critica especializada apesar de cair nas graças do público deixando o Diretor Andy Serkis com uma complicada escolha: tentar arrumar o que tinha sido motivos de criticas ou mergulhar de cabeça nos acertos que fizeram o publico gostar do filme. Aqui o diretor claramente escolheu a segunda opção.

O Bromance entre Venom e Eddie

Créditos: Divulgação Sony Pictures

O filme vai abusar muito da construção da relação de Eddie(Tom Hardy) e Venom aos moldes de um “casal” (algo que o primeiro filme já tinha estabelecido como padrão). Agora que os dois protagonistas se acostumaram a dividir um corpo nós vamos acompanhar o processo deles aprendendo a conviver juntos.

E você com certeza vai dar ótimas risadas, o filme constantemente vai te fazer encarar situações extremamente absurdas e vergonhas. Entre brigas de casal com direito a arremesso de objetos pela janela e discussões constantes sobre a convivência conjunta no apartamento o que não vai faltar são momentos cômicos.

Infelizmente esse exagero de momentos cômicos tomam conta do filme. Talvez pelo pouco tempo do longa, ou por inexperiência do diretor parece que a parte cômica do filme predomina sobre todo o resto da experiência. Isso pode ser problemático principalmente para fãs do personagem nos quadrinhos que esperavam algo mais violento e adulto.

Excesso de comédia e pouco desenvolvimento dos antagonistas

O maior reflexo disso fica no antagonista Cletus Kassady(Woody Harrelson), o Carnificina. O Vilão que inicialmente é pintado como um grande e perigoso psicopata parece ficar perdido conforme a história se desenvolve. Até a relação dele com o protagonista parece apenas uma conveniência jogada no roteiro para que eles pudessem se encontrar.

Em certo ponto do filme as tentativas de humanizar Cletus acabam saindo como um verdadeiro tiro no próprio pé. Seus motivos parecem sem sentido e suas ações se tornam extremamente inexplicáveis. O vilão acaba ficando uma bola de confusão com a qual os roteiristas e diretores não sabiam lidar, inclusive o modo como ele adquiri o simbionte é também uma conivência do roteiro difícil demais de engolir.

De maneira idêntica infelizmente a parceira de Cletus, Frances (Naomie Harris), acaba sofrendo também. A personagem parece na maior parte do tempo estar ali apenas para ajudar dando algum tipo de propósito para Carnificina.

Créditos: Divulgação Sony Pictures

Felizmente existem outros personagens secundários da trama que acabam recebendo bons destaques. Por exemplo Anne(Michelle Willians), a ex-mulher de Eddy, constantemente presente para lembrá-lo da incapacidade de manter bons relacionamentos com outras pessoas e seu atual noivo Dr. Dan que reserva interações divertidíssimas com o alienígena.

Venom: Tempos de Carnificina aposta pesado nos absurdos e na ideia de ser um filme que não se leva a sério. Como resultado temos um filme engraçado que se encarado como um blockbuster de comédia que não vai te decepcionar.

Em suma, se você gostou do primeiro com certeza gostará do segundo que age como uma versão melhorada e improvisada que entende seus pontos forte e o que fez com que o público gostasse dele.

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