O surfe brasileiro já deixou faz tempo de ser aquele esporte visto só pela galera da praia. 🌊🏄♂️ Hoje, a modalidade é também um baita negócio, movimenta turismo, atrai marcas, gera empregos e virou uma verdadeira plataforma de entretenimento. Esse foi o papo central da terceira edição do SDE Bisutti Talks, realizada nesta terça-feira (11), em São Paulo (SP).
Promovido pelo Instituto Sou do Esporte (SDE) em parceria com a Bisutti, o encontro reuniu empresários, executivos e grandes nomes do mercado esportivo para ouvir Ivan Martinho, CEO da World Surf League (WSL) na América Latina. O executivo apresentou o case do surfe e mostrou como a modalidade pode ser muito mais do que competição: ela pode ajudar a desenvolver cidades, movimentar a economia e abrir espaço para novos investimentos.
E os números mostram que o negócio é real oficial. Nos últimos anos, o Brasil conquistou oito títulos mundiais nas últimas onze temporadas, colocando o surfe brasileiro no topo do cenário internacional e fazendo a modalidade ganhar ainda mais protagonismo dentro e fora da água.
Atualmente, 45,3 milhões de brasileiros acompanham o surfe, o equivalente a 41% da população conectada. Ou seja: a comunidade de fãs é gigantesca e transforma o esporte em uma baita vitrine para marcas, eventos e experiências.

(Flávio Perez | On Board 360)
Um dos principais exemplos desse movimento é a etapa da WSL em Saquarema (RJ), considerada atualmente o maior evento de surfe do mundo. A competição reúne mais de 400 mil pessoas, gera cerca de R$ 188 milhões em impacto econômico e virou referência internacional ao misturar competição, música, entretenimento, turismo e experiências para o público.
Segundo Ivan Martinho, o segredo está justamente em entender que o espetáculo não acontece apenas dentro da água.
“Nosso papel foi fazer fora da água um trabalho tão bom quanto os atletas fazem dentro dela.”
Para o CEO da WSL, organização, governança, atenção aos detalhes e preocupação com o impacto econômico são fundamentais para transformar um evento esportivo em algo capaz de movimentar uma cidade inteira. Quando a competição gera empregos, atrai visitantes e faz a população querer que o evento volte, começa aquele famoso efeito dominó: mais interesse, mais marcas, mais investimento e, consequentemente, uma indústria esportiva cada vez maior. 🚀
E é aí que o surfe mostra que não vive apenas de campeonato. A modalidade vem construindo uma indústria capaz de produzir conteúdo durante todo o ano, conectar marcas com diferentes públicos e movimentar turismo, entretenimento e economia.
O encontro também reforçou a importância do trabalho realizado pelo Instituto Sou do Esporte, que busca aproximar o esporte do mundo corporativo e mostrar, com dados, o tamanho real desse mercado.
O estudo PIB do Esporte, desenvolvido pelo Instituto Sou do Esporte em parceria com a EY, aponta que o setor representa 1,69% do PIB brasileiro, movimenta mais de R$ 180 bilhões por ano, gera mais de 3 milhões de empregos e impacta mais de 20 segmentos da economia. O levantamento também contribuiu para a aprovação da perenidade da Lei de Incentivo ao Esporte.

(Flávio Perez | On Board 360)
Para Ivan Martinho, colocar esses números na mesa é fundamental para mudar a forma como o esporte é enxergado.
“Quando conseguimos demonstrar isso, o esporte passa a ocupar lugares de protagonismo e não posições secundárias.”
O SDE Bisutti Talks nasceu justamente com essa missão: aproximar esporte e negócios e colocar grandes lideranças para trocar ideia sobre os caminhos da indústria. Antes de Ivan Martinho, o projeto já recebeu nomes como Mauro Silva, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol e tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira, além de Eduardo Galetti e Daniel Mourão, vice-presidentes do UFC América Latina.
Fabiana Bentes, presidente do Instituto Sou do Esporte, também destacou a força econômica do setor e a importância de levar esse debate para dentro das empresas.
“É legítimo e necessário mostrar aos empresários que o esporte é um ativo estratégico para o país.”
E o papo não para por aí. 👀 A próxima edição do SDE Bisutti Talks já está marcada para 14 de setembro e terá como convidado o multicampeão paralímpico Daniel Dias.
O projeto é uma iniciativa do Instituto Sou do Esporte em parceria com a Bisutti, com apresentação da Foco Radical e da MovNow, reunindo executivos, empresários e lideranças para discutir tendências, inovação, governança, marketing e oportunidades de negócios.
No fim das contas, o recado do encontro foi bem direto: o surfe brasileiro não está apenas pegando onda — está surfando uma onda gigante de negócios, turismo, entretenimento e investimentos. 🌊🔥
Sobre o Instituto Sou do Esporte
Fundado em 2015 pela jornalista Fabiana Bentes, o Instituto Sou do Esporte é uma organização independente e apartidária dedicada ao fortalecimento do esporte brasileiro por meio da boa governança, transparência e responsabilidade social.
Ao longo de uma década de atuação, o instituto se consolidou como referência na qualificação da gestão esportiva e na criação de iniciativas que conectam esporte, economia, inovação, comunicação e impacto social.
Entre seus principais projetos estão o Prêmio Sou do Esporte, o PIB do Esporte, o SDE Bisutti Talks e o Sou do Esporte Gastronomia Nutritiva. A organização também promove estudos, eventos, capacitações e projetos estratégicos para fortalecer um ecossistema esportivo mais ético, transparente e sustentável.
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