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Cara de Barro | Review: DC e Warner Bros encontraram a fórmula do bom filme depois de Coringa?

Warner Bros / DC Studios = Divulgação

Estive na pré-estreia de Cara-de-Barro – Clayface (DC Studios e Warnar Bros Pictures) com o little young boy e influ Kauê Naccarato (amante de terror, não tirou os olhos da  tela, não sei como) e, meus amores, eu não estava preparado para esse tanto de body horror! O novo filme da DC mistura drama, tragédia e terror corporal em uma história que me surpreendeu justamente porque fui sem grandes expectativas.😱

Galera segura esse close porque a DC resolveu mexer com o nosso psicológico! Estive na  na sessão com medo de passar mal com as cenas de terror. E olha que eu nem conhecia direito a história do personagem!

No começo, fiquei tenso, esperando aquele susto que faz a gente pular na cadeira. Mas, conforme o filme avançava, o medo foi passando e dando lugar a outra sensação: nojo, aflição e aquela vontade de olhar para a tela e, ao mesmo tempo, desviar os olhos e pedi ajuda pro Kauê pra isso hahah . Gente, o body horror me pegou de jeito! 🤢

E sabe o que mais me surpreendeu? Eu fui sem grandes expectativas e sem conhecer praticamente nada do personagem. Não tinha uma teoria para defender nem uma história favorita para comparar. No fim, o filme entregou uma experiência que eu nem sabia que estava esperando — e entregou mais do que eu imaginava.

Um ator, um rosto e uma transformação monstruosa

Warner Bros / DC Studios = Divulgação

A trama acompanha “Matt Hagen”, interpretado por Tom Rhys Harries, um ator em ascensão que vê a carreira e a vida pessoal desmoronarem depois de ter o rosto desfigurado. Para tentar recuperar a aparência e voltar à vida que conhecia, ele aceita participar de um tratamento experimental desenvolvido pela “Dra. Caitlyn Corr” (Naomi Ackie).

Só que, meus anjos, mexer com o corpo humano desse jeito nunca termina em um simples antes e depois, né? 👀 O tratamento abre caminho para consequências cada vez mais perturbadoras, transformando o drama de Hagen em uma descida sombria rumo ao horror.

O filme trabalha a relação entre aparência, identidade e atuação. Afinal, para alguém cuja profissão depende tanto do próprio rosto, o que acontece quando essa ferramenta desaparece? E quem sobra quando a imagem que o mundo conhece deixa de existir?

A construção de Matt funciona justamente porque a história não se limita a mostrar um vilão ficando monstruoso. Existe uma pessoa ali, com ambições, contradições, dores e escolhas. E acompanhar essa transformação torna tudo ainda mais desconfortável. Brincaram de Deus, e não deu bom.

Body horror: o close que eu não pedi, mas recebi! 🤢

Warner Bros / DC Studios = Divulgação

Vamos falar a verdade? O terror corporal é o grande babado do filme!

As transformações físicas, os procedimentos médicos, a carne em transformação e algumas mortes fazem Cara-de-Barro brincar com os limites entre o repulsivo e o fascinante. Tem momentos em que você pensa: “Meu Deus, tira isso da minha frente!”. Dois segundos depois, continua olhando porque precisa entender até onde aquela loucura vai chegar.

Eu realmente fiquei com medo no começo, mas depois essa sensação mudou. O que permaneceu foi o nojo, a aflição e o desconforto provocado por diversas cenas. O body horror foi o elemento que mais me marcou, porque não depende apenas de sustos: ele provoca uma reação física, quase instintiva.

Não vou entregar spoilers, mas tem sequência que merece o prêmio de “eu não precisava ter visto isso tão de perto”! 😂

O longa não precisa exagerar o tempo inteiro para incomodar. A transformação do personagem e as imagens grotescas já fazem boa parte do trabalho. E, mesmo para quem não é a maior fã de terror, existe uma história dramática que sustenta a experiência.

A DC e a Warner Bros. encontraram a mão novamente?

Agora vem a pergunta que não quer calar: será que a DC e a Warner Bros. estão encontrando novamente o caminho para contar histórias que realmente surpreendem?

Depois do impacto de Coringa, que apostou em uma abordagem mais sombria e dramática de um personagem dos quadrinhos, Cara-de-Barro mostra como o universo da DC pode explorar gêneros diferentes sem precisar seguir sempre a mesma fórmula.

Aqui, o foco não é transformar o protagonista em um herói tradicional. A história caminha por lugares desconfortáveis, mostrando como sofrimento, ambição, aparência e desejo de vingança podem se misturar até que seja difícil reconhecer quem está diante de nós.

E gostei dessa escolha! O filme tem personalidade própria e não parece interessado em transformar tudo em uma aventura convencional de super-herói. Ele aposta no drama e no horror para construir uma experiência mais íntima, cruel e perturbadora.

Claro que nem tudo é perfeito. Em alguns momentos, senti que determinadas situações poderiam ser mais desenvolvidas e que a direção poderia explorar ainda mais a intensidade do terror corporal. Algumas relações e conflitos também poderiam ganhar mais profundidade.

Mas isso não apaga os acertos. A construção do personagem, a atmosfera sombria e as transformações físicas dão identidade ao longa. Para mim, é um sinal interessante de que a DC pode ganhar muito quando permite que cada história encontre seu próprio gênero e sua própria linguagem.

Fui sem expectativas e saí surpreendido!

Uma das coisas que mais gostei foi justamente não conhecer praticamente nada sobre Cara-de-Barro antes da sessão. Não fui carregando expectativas enormes, nem esperando uma conexão específica com outros filmes da DC.

E talvez isso tenha tornado a experiência ainda melhor.

O filme me fez sentir medo, depois nojo, depois aflição — e também curiosidade para descobrir o destino de Matt Hagen. É uma mistura estranha, mas que funciona. Saí com cenas na cabeça e com aquela sensação de que o longa conseguiu me provocar de verdade.

Meu veredicto: Cara-de-Barro não é um terror perfeito, mas tem identidade, uma construção interessante e um body horror que entrega momentos genuinamente perturbadores. Para quem gosta de histórias sombrias e não foge de cenas grotescas, vale dar uma chance.

E, sim, meus amores: a DC pode estar reencontrando a mão ao apostar em histórias que não têm medo de experimentar. Agora, se você tem estômago sensível, prepare-se — porque esse close na carne não é para qualquer um💅🩸

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