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Geração Z e não monogamia: boom de jovens no Ashley Madison

Entre os brasileiros dessa faixa etária, 62% estão dispostos a considerar a não monogamia Creative Commons License (Rawpixel pic)

A moral mudou ou só ficou mais sincera? 👀 A real é que a Geração Z chegou bagunçando (no bom sentido) as regras dos relacionamentos tradicionais. Segundo dados do Ashley Madison, maior plataforma de relacionamentos extraconjugais do mundo, os zoomers são hoje o grupo mais propenso a criar perfil no site — e o plot twist é forte: a maioria nem chegou a casar ainda.

Pra entender esse movimento, a plataforma se uniu ao YouGov e foi ouvir jovens de 18 a 29 anos em dez países, além dos próprios usuários da faixa etária dentro do site. O resultado? Uma geração bem mais aberta, direta e sem tanto apego ao modelo clássico de “um só amor pra vida inteira”.

No Brasil, o número chama atenção: 62% dos jovens disseram que considerariam um relacionamento não monogâmico. Sim, a galera tá mais de boa com a ideia de dividir sentimentos, experiências e conexões — e sem aquele peso todo de julgamento.

E não para por aí: só em 2022, mais de 1,8 milhão de pessoas da Geração Z entraram no Ashley Madison, sendo mais de 240 mil brasileiros. Ou seja, não é tendência — já é realidade.

Quando o papo é relacionamento aberto ou poliamor, 59% dos jovens dizem que é o modelo ideal. E os motivos são bem diretos: mais experiências sexuais e românticas (65%), mente aberta (54%) e mais liberdade pra pedir o que realmente querem (46%). Basicamente: menos tabu, mais sinceridade.

Segundo Isabella Mise, Diretora Sênior de Comunicações do Ashley Madison, a Gen Z é uma das gerações mais complexas e interessantes de se analisar, principalmente porque já está se tornando dominante no consumo e nas decisões sociais.

E olha esse dado que dá o que falar: 51% dos jovens afirmam que buscam múltiplos parceiros porque uma única pessoa não atende todas as necessidades sexuais. E aqui vem um recorte curioso — 21% das mulheres dizem que não conseguem ser felizes sendo monogâmicas, contra 15% dos homens.

Aliás, as mulheres estão quebrando tudo quando o assunto é liberdade sexual. A pesquisa mostra que elas são mais aventureiras: têm três vezes mais chances de se envolver com pessoas do mesmo sexo, quatro vezes mais chances de já terem tido esse tipo de relação dentro do Ashley Madison, e o dobro de chance de participar de experiências como ménage ou sexo em grupo.

Pra Dra. Tammy Nelson, autora de Open Monogamy, esse comportamento ainda enfrenta julgamentos mais pesados para as mulheres, o que faz com que muitas mantenham discrição total. Mas o cenário pode estar mudando conforme a sociedade passa a aceitar melhor diferentes formatos de relacionamento.

E aí vem mais um contraste bem Gen Z: mesmo sendo a geração que compartilha tudo online, quando o assunto é relacionamento amoroso, a galera pisa no freio. Cerca de 68% das mulheres e 65% dos homens preferem não expor a vida amorosa nas redes. Motivo? Simples: 62% dizem que não é necessário e 59% acham que não é da conta de ninguém.

Quando decidem assumir, fazem no estilo “soft launch” — soltando pistas aos poucos, sem alarde. Nada de declaração gigante logo de cara, é tudo no modo sutil.

No Brasil, muitos jovens também enxergam tornar o relacionamento público como uma forma de dar segurança emocional ao parceiro, mas não veem isso como troféu ou status. E sobre vida sexual? Discrição total: 64% preferem manter isso no privado.

No fim das contas, a Geração Z vive um mix de ideias que parecem até contraditórias — liberdade e discrição, exposição e privacidade, intensidade e cautela. Mas talvez seja exatamente isso que define essa geração: não existe um único jeito certo de amar.

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