Atenção, amantes de cinema: Ilhabela vai virar ponto de encontro do documentário! A 6ª edição do Citronela Doc – Festival de Documentários de Ilhabela acontece de 25 a 30 de agosto, com uma programação recheada de filmes, debates, oficinas, shows e várias novidades. E o melhor: tudo gratuito. 🎬🔥
Nesta edição, o festival entra em uma nova fase e, pela primeira vez, a Mostra Nacional e a Mostra Regional serão competitivas. Ao todo, foram mais de 550 filmes inscritos, com produções de 12 estados brasileiros, do Distrito Federal e de cidades do Litoral Norte e do Vale do Paraíba.
Na competição nacional, os filmes disputam os prêmios de Melhor Longa-Metragem, Melhor Curta-Metragem e Menção Honrosa. Já a Mostra Regional terá premiações para Melhor Filme Regional e Melhor Filme de Diretor(a) Estreante. O festival ainda contará com o Prêmio Utopia Docs, oferecido pela distribuidora internacional Utopia Docs, e o Prêmio Aquisição todesplay.
O júri reúne nomes importantes do audiovisual, como Tatiana Lohmann, Paulina Chamorro, Willen Dias, Erika Araujo, Lygia Barbosa e Paulo Delfini.
🎥 Competição nacional vem pesada
Entre os oito longas selecionados está “A Fabulosa Máquina do Tempo”, da cineasta Eliza Capa, que estreou na edição de 2026 do Festival Internacional de Cinema de Berlim, a Berlinale.
Também fazem parte da disputa “Na Passagem do Trópico”, de Francisco Miguez, filmado em Ubatuba; “O Pai e o Pajé”, de Iawarete Kaiabi, Felipe Tomazelli e Luís Villaça, vencedor do Prêmio Abraccine na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo; e “Lendo o Mundo”, de Catherine Murphy e Iris de Oliveira, que aborda a trajetória e o pensamento de Paulo Freire.
A seleção ainda traz “Apopcalipse Segundo Baby”, de Rafael Saar, que acompanhou a cantora Baby do Brasil durante 18 anos; “Cartas para…”, de Vânia Lima; “Mãos à Terra”, de Sérgio Guidoux Kalil; e “VIVO 76”, de Lírio Ferreira, dedicado ao histórico álbum “Vivo!”, de Alceu Valença.
Nos curtas, a programação passeia por temas como memória, povos indígenas, cultura afro-brasileira, violência de Estado, mineração, encarceramento juvenil e tradições populares. Entre os títulos estão “A Pele do Ouro”, “Caldeirão”, “Cordel da Marujada”, “Cordões e Sinos de Além-mar”, “Escudo”, “Logos”, “Minhocuçu”, “Os Arcos Dourados de Olinda”, “Thayara” e “Vinte Vinte Quatro”.
🌊 Produção do Litoral Norte e Vale do Paraíba ganha destaque
A Mostra Regional coloca os holofotes na produção audiovisual do Litoral Norte paulista e do Vale do Paraíba. A seleção reúne “A Força da Raiz”, de Maria Sol Aranda; “Janelas da Memória”, de Yasmin Bilard; “Kaeté”, de Pedro Ciampolini; “Menina Moça e a Cobra de Duas Cabeças”, de Letícia Andra; “Narrativas ao Sol”, de Isabella Gonçalves e Thais Chaves; “Renato Canoeiro Caiçara”, de Dannyel Leite; e “Resíduos de Esperança”, de Roseane Moura.
Com direção majoritariamente feminina, os trabalhos colocam em cena diferentes perspectivas sobre os territórios da região, passando por memória, identidade, cultura, saberes ancestrais, sustentabilidade, relação com a natureza e crise climática.
É aquele tipo de cinema que não fica só na tela: provoca conversa, reflexão e conexão com as histórias de quem vive nesses territórios. 👀🎬
🇨🇴 Colômbia também chega no festival
Outra novidade é a estreia da Mostra Internacional, realizada em parceria com o Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias (FICCI), na Colômbia, considerado o festival de cinema mais antigo da América Latina.
A mostra reúne produções colombianas de 2025 e 2026 que foram destaque no FICCI.
Entre os títulos está o longa “Andariega”, de Raúl Soto Rodríguez, que acompanha a rotina nômade de uma colhedora de café e teve passagem pelo IDFA e pelo FICCI.
Nos curtas aparecem “Decair”, de Juan Camilo González; “Filme Pin”, de Maria Rojas Arias e Andres Jurado; “Niña Chilapa”, de Juana Lotero; e “Sombras na Névoa”, de Pedro Pablo Vega Reyes.
Com exceção de “Filme Pin”, todas as produções terão sua estreia brasileira no Citronela Doc. E tem mais: “Sombras na Névoa” fará sua estreia internacional em Ilhabela. Simplesmente cinema internacional chegando na ilha! 🇨🇴🔥
🎞️ Sessões especiais e nomes de peso
Fora das competições, o festival apresenta “Mounir”, de Juliana Borges, vencedor do prêmio de Melhor Filme Longa-Metragem na mostra competitiva Territórios e Memória da 15ª Mostra Ecofalante de Cinema.
O documentário acompanha um imigrante centro-africano e uma jovem cineasta brasileira que registra sua história ao longo de dez anos e três continentes, misturando realidade e ficção.
Também será exibido “Artacho Jurado, Sinfonia de um Arquiteto”, de Teresa Eça e Pedro Gorski, que revisita a trajetória do arquiteto responsável por uma das linguagens mais marcantes da arquitetura paulistana.
🎤 João Moreira Salles é um dos grandes destaques
E se tem um nome que chega para deixar a programação ainda mais especial, é João Moreira Salles.
O documentarista participa da masterclass “O Problema do Documentário”, no sábado, 29 de agosto, das 11h30 às 13h, no Esporte Clube Ilhabela.
A atividade é gratuita, aberta ao público e não precisa de inscrição prévia.
Salles é responsável por obras como “Notícias de uma Guerra Particular”, “Santiago” e “No Intenso Agora”. Mais recentemente, publicou “Arrabalde”, série de sete reportagens sobre sua experiência na Amazônia.
Ou seja: para quem curte cinema documental, é uma baita oportunidade de trocar ideia e aprender com um dos grandes nomes do gênero no Brasil. 👀
🎬 Encontro de Realizadores, mostra infantil e programação educativa
O Encontro de Realizadores, coordenado pela Escola de Cinema Citronela, também promete movimentar o festival. A programação acontece de 28 a 30 de agosto, com três dias de atividades formativas em parceria com instituições como Spcine, Sebrae, Icine, Ilhacine e Ilhabela Convention & Visitors Bureau.
As atividades serão realizadas no Esporte Clube Ilhabela e no píer da Vila.
Para a criançada, o festival estreia a Mostra Infantil, que terá nove produções em parceria com o Recria Cine.
Também haverá uma Mostra Educativa, com nove sessões destinadas a estudantes da educação infantil, ensino fundamental 1 e fundamental 2 de escolas públicas de Ilhabela. As sessões acontecem no Cine Villa Bella & Clube, no Centro Cultural Waldemar Belisário.
💻 Festival continua online em setembro
E quem não conseguir acompanhar tudo presencialmente também terá uma segunda chance.
A programação online do Citronela Doc estará disponível de 1º a 10 de setembro, para todo o Brasil, pelas plataformas Spcine Play e todesplay.
A seleção do festival foi realizada por uma equipe de curadores de diferentes regiões e perfis do país, com nomes como Bethania Maia, Francisco Cesar Filho, Luciana Oliveira e Matias Borgström na Mostra Nacional.
Já a Mostra Regional contou com Rodrigo Pereira e Juliana Borges na curadoria.
Realizado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, o festival tem produção da Associação Cultural Citronela e coprodução de Ver Para Crer, Salga Filmes e BR8 Cultural.
Resumindo: de 25 a 30 de agosto, Ilhabela vai respirar cinema, cultura e histórias que merecem ser vistas e debatidas. Com competição, produções de diferentes cantos do Brasil, cinema colombiano, programação infantil, formação e nomes gigantes do audiovisual, o 6º Citronela Doc chega para provar que documentário também pode ser rolê, encontro e experiência coletiva. 🎥🌊🔥
📍 Serviço
6º Citronela Doc – Festival de Documentários de Ilhabela
📅 25 a 30 de agosto de 2026
📍 Ilhabela (SP)
🎟️ Entrada gratuita
Locais:
Casa Barca – Avenida Pedro de Paula Moraes, 223
Esporte Clube Ilhabela – Av. Força Expedicionária Brasileira, 75
🌐 Mais informações: www.citroneladoc.com.br
📱 Instagram: @citroneladoc
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