Enquanto a tecnologia avança a passos largos, o acesso à educação tecnológica ainda é um desafio no Brasil. Segundo a pesquisa O Abismo Digital no Brasil, realizada pelo Instituto Locomotiva e pela PwC Consultoria em 2022, apenas 13% das escolas públicas oferecem aulas de robótica ou programação na base curricular do ensino básico.
Mas tem gente trabalhando para virar esse jogo. A Robomind já levou projetos de educação tecnológica para mais de 1.000 escolas públicas e privadas espalhadas pelo país e, agora, coloca estudantes da rede pública no centro de uma disputa nacional de robótica.
No dia 29 de agosto, jovens de escolas do Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraíba vão se encontrar em Joinville (SC) para a etapa nacional da World Robot Olympiad (WRO), competição organizada pela Robomind que transforma a robótica em um verdadeiro laboratório de criatividade, estratégia e trabalho em equipe.
E olha só: entre os participantes estão sete escolas públicas, mostrando que tecnologia e inovação não precisam ficar restritas às instituições particulares.
Representam a rede pública na competição a E.E.E.F.M. Luiz Jouffroy, de Laranja da Terra (ES); o Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires e a E.B.M. Machado de Assis, de Blumenau (SC); a EBM Rogério Leonardo Kuhnen, de Camboriú (SC); a E.M.E.B. Marilia Sanchotene Felice, de Uruguaiana (RS); a E.M. Lynaldo Cavalcanti de Albuquerque, de João Pessoa (PB); e a Escola Municipal Arquiteto Raul Cajado, de Iaçu (BA).
Na prática, a preparação vai muito além de montar um robô e fazer aquela programação funcionar. Os estudantes precisam testar, errar, quebrar a cabeça, encontrar soluções e, principalmente, aprender a trabalhar em equipe. É aquele famoso “deu ruim, tenta de novo”, só que aplicado ao desenvolvimento de habilidades que podem fazer diferença dentro e fora da sala de aula.
“A robótica é uma ferramenta que permite trabalhar conhecimentos de diferentes áreas de forma prática. O estudante precisa testar, errar, encontrar soluções e trabalhar em equipe para chegar ao resultado. Quando levamos esse tipo de experiência para as escolas públicas, também estamos ampliando as possibilidades de formação desses jovens”, afirma André Brandão Sala, cofundador da Robomind.
E a parada pode ficar ainda maior. Além de representar suas escolas na competição nacional, os participantes terão a chance de conquistar vagas para dois grandes eventos internacionais: o Open Américas, que acontece na Califórnia entre os dias 25 e 27 de setembro, e a final mundial da WRO, marcada para Porto Rico, de 8 a 10 de dezembro.
No fim das contas, a robótica aparece não só como competição, mas como uma porta de entrada para o futuro. Para esses estudantes, construir e programar robôs significa também ganhar experiência com tecnologia, criatividade, resolução de problemas e colaboração — habilidades que estão cada vez mais em alta no mercado.
E se depender dessa nova geração, o futuro tecnológico brasileiro já está colocando os motores para funcionar. 🤖🚀
#Robótica #WRO #WorldRobotOlympiad #Robomind #Educação #Tecnologia #EscolasPúblicas #RobóticaEducacional #Programação #EducaçãoTecnológica #Inovação #Joinville #Brasil #Futuro #STEM












