Eu vi a orla da Barra, em Salvador, simplesmente parar no último domingo (6). A cidade foi tomada por cores, música, performances, bandeiras e, principalmente, por uma mensagem que não dá para ignorar: orgulho também é resistência. 🌈✨
A 23ª Parada do Orgulho LGBT+ Bahia, promovida pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), reuniu uma verdadeira multidão no tradicional circuito Barra/Ondina. Foram 11 trios elétricos, apresentações artísticas, shows, homenagens e muita mobilização em defesa dos direitos da população LGBTQIAPN+.
E, sinceramente? Foi aquele tipo de ocupação que mostra que a rua também é lugar de existir, amar, celebrar e lutar. 💅🏽🏳️🌈
“VERGONHA ADOECE. ORGULHO CURA!” 💖
O tema desta edição foi direto ao ponto: “Vergonha adoece. Orgulho cura!”. A proposta colocou no centro da conversa os impactos que o preconceito, o estigma e a discriminação podem causar na saúde e na vida da população LGBTQIAPN+.
A mensagem foi potente: ficar no famoso “armário” não significa necessariamente estar protegido. O isolamento provocado pelo preconceito pode gerar silêncio, medo, culpa, invisibilidade e afastamento dos espaços de convivência e cidadania.
Por isso, ocupar a rua virou muito mais do que uma festa. É posicionamento. É dizer “eu existo” sem pedir licença. É transformar orgulho em ferramenta de resistência, dignidade, cuidado e direito à saúde. 🫶🏽
Como resumiu o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, a vergonha precisa ser combatida: “A vergonha é um veneno; o orgulho é o antídoto”. E eu não poderia concordar mais.
Segundo ele, orgulho não tem nada a ver com arrogância, mas com encontro, cuidado, voz, ocupação, dignidade, potência e vida. E, quando a Parada ocupa as ruas, tudo isso ganha uma dimensão ainda maior.

HOMENAGEM A LUIZ MOTT 💐🏳️🌈
A programação começou no Farol da Barra, com o Palco da Diversidade – Luiz Mott, 80 Anos de Memória e Insurgência.
A homenagem celebrou os 80 anos do antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia, uma das figuras históricas da luta pelos direitos LGBTQIAPN+ no país.
O trio do GGB contou ainda com a presença dos padrinhos Luiz Mott e Salete Maria. Pelo percurso, artistas, movimentos sociais, torcidas organizadas e entidades da sociedade civil se juntaram ao coro por respeito, diversidade e combate à discriminação.
Ou seja: teve música, teve close, teve representatividade e teve aquele lembrete básico — mas ainda necessário — de que direitos humanos não são tendência passageira. ✊🏽🌈
E JÁ TEM NOVIDADE PARA 2027! 👀
Se você achou que era só esperar a próxima Parada, calma que vem mudança por aí.
Para setembro de 2027, a organização anunciou uma nova configuração para o evento. O sábado será dedicado à Pré-Parada, com shows de bandas no Farol da Barra.
Já no domingo, dia oficial da Parada, o Palco da Diversidade receberá DJs e artistas drags antes do tradicional cortejo dos trios elétricos pelo circuito Barra/Ondina.
A mudança leva em consideração questões logísticas, as altas temperaturas durante a concentração dos trios e, claro, os pedidos do próprio público por novos estilos musicais.
A ideia é deixar a programação mais confortável, diversa e conectada com quem faz a festa acontecer. E, convenhamos, conforto também é luxo, viu? 😂💅🏽
SALVADOR COMO PALCO DA DIVERSIDADE 🌈☀️
Realizada pelo Grupo Gay da Bahia, a 23ª edição contou com patrocínio do Estado da Bahia, Prefeitura de Salvador, Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil, InterPride, ILGA World, Zoom Cruising Bar e i9Fans.
Mais uma vez, Salvador mostrou por que sua energia combina tanto com celebração, cultura e diversidade. A Parada transformou a Barra em um enorme espaço de visibilidade, festa e mobilização política.
E eu saio dessa história com uma certeza: quando milhares de pessoas ocupam as ruas para celebrar quem são e defender seus direitos, não é apenas um evento no calendário.
É memória. É resistência. É comunidade. É luta. E também é alegria — porque a gente merece existir por inteiro. 🌈❤️🔥
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