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Geração Z quer carros? Estudo mostra interesse dos jovens

Will Costa, CMO da WC&A Partners Divulgação

A ideia de que a Geração Z simplesmente perdeu o interesse por carros? Bom… talvez seja melhor dar uma segurada nesse conceito. 🚗👀 Um levantamento da Serasa Experian mostra que 25,3% dos brasileiros de até 29 anos têm afinidade com financiamento de veículos, enquanto 14% demonstram afinidade com crédito imobiliário.

Ou seja: o carro continua no radar. O que mudou — e bastante — é o caminho até ele.

Na minha visão, o mercado automotivo está vivendo aquele clássico momento de “amiga, precisamos conversar”. 😂 Durante décadas, bastava colocar um carro bonito na frente do consumidor, falar de potência, tecnologia, design e status e pronto. Só que hoje a disputa pela atenção é outra história.

Para Will Costa, CMO e cofundador da WC&A, especializada em marketing de influência e performance, as marcas precisam entender que o automóvel agora divide espaço com uma lista praticamente infinita de desejos: viagens, tecnologia, moda, games, música, shows, experiências e por aí vai.

E é aí que o jogo fica interessante. 👀

🚘 O CARRO SAIU DA CONCESSIONÁRIA E FOI PARA A CULTURA POP

A aproximação com os jovens não precisa começar necessariamente em uma concessionária ou em uma campanha tradicional de automóveis. Pode começar em um show, em uma pista de corrida, em um festival, em uma collab de moda ou até naquele conteúdo que apareceu no feed enquanto a pessoa estava simplesmente “só dando uma olhadinha” no Instagram.

O Festival Interlagos 2026, realizado no fim de agosto, em São Paulo, mostrou isso na prática.

Ao lado de montadoras, lançamentos e test-drives, o evento colocou no mesmo line-up nomes como Matuê, L7nnon, Dubdogz e Ja Rule. Sim, carros e rap, eletrônico, música internacional e cultura pop dividindo o mesmo CEP. E, sinceramente? Faz sentido.

A lógica é simples: enquanto uma parte do público chegou pensando nos carros e na pista, outra provavelmente foi pelos shows — e acabou circulando por um universo automotivo que talvez nem estivesse originalmente no radar.

Para mim, esse é o pulo do gato. 🫰

A marca deixa de esperar o consumidor chegar até ela e começa a aparecer nos lugares onde esse consumidor já está.

Como explica Will Costa, o jovem pode continuar desejando um carro, mas esse desejo não necessariamente nasce de uma campanha publicitária tradicional. A questão passa a ser como uma marca consegue fazer parte do repertório cultural desse público.

E isso muda completamente a conversa.

🎮🎤 DA EXPOSIÇÃO PARA A EXPERIÊNCIA

Outra transformação que chama atenção é a maneira como o próprio carro é apresentado.

No Festival Interlagos, os estandes dividiram espaço com test-drives e atividades de pista. Ou seja, o público não precisava ficar apenas no modo espectador.

E existe uma diferença enorme entre ver e viver.

Entrar no carro, sentir a pista, conhecer os bastidores, experimentar uma tecnologia ou simplesmente ter contato com quem respira automobilismo cria uma memória muito mais forte do que apenas olhar para um veículo brilhando em um estande.

É aquele famoso “eu estava lá”. 📸🔥

E experiência, hoje, vale ouro.

👟 QUANDO O AUTOMOTIVO ENCONTRA O STREETWEAR

Essa estratégia também aparece fora dos autódromos.

A parceria entre Texaco e Approve levou referências de uma marca centenária do setor automotivo para o universo do streetwear. Elementos historicamente ligados a postos, oficinas e competições ganharam espaço na moda.

E aqui existe uma lição importante: uma marca não precisa fingir que virou outra coisa para conversar com a Geração Z.

Ela precisa continuar sendo ela mesma, mas aprender a falar a língua do público.

Porque vamos combinar: quando uma marca tenta entrar em uma trend só porque “todo mundo está fazendo”, a internet percebe em dois segundos. 🫠

Autenticidade virou praticamente um detector de mentira coletivo.

Para Will Costa, essa diferença é fundamental. Existe uma distância enorme entre simplesmente surfar uma tendência e construir uma presença que realmente tenha sentido para a marca e para o consumidor.

Se parecer forçado, o público sente. E quando sente… já era.

💸 A DISPUTA PELO CONSUMIDOR COMEÇA MUITO ANTES DA COMPRA

Por décadas, comprar um carro esteve diretamente associado a independência, conquista e status. Esses desejos continuam existindo, mas agora dividem espaço com outras prioridades.

E esse talvez seja um dos maiores desafios da indústria automotiva.

A concorrência não começa quando o consumidor abre um comparativo entre dois modelos. Ela começa muito antes — quando ele está construindo seus gostos, referências e desejos.

É aí que música, esporte, moda, entretenimento, tecnologia e cultura digital entram em cena.

Não significa abandonar quem já é apaixonado por carros. Pelo contrário. Significa ampliar a conversa e chegar também em quem ainda está formando suas preferências.

A Geração Z está crescendo, entrando no mercado de trabalho, aumentando sua renda e se aproximando de decisões de consumo cada vez mais relevantes. E quando chegar a hora de escolher um veículo, a relação com determinada marca pode ter começado anos antes.

Talvez tenha começado em um show. 🎤
Talvez em uma collab de moda. 👟
Talvez em um game. 🎮
Talvez em uma experiência em um festival. 🏎️
Ou naquele conteúdo aleatório que apareceu no feed e ficou na cabeça.

E é justamente aí que está a grande virada.

👀 A PERGUNTA NÃO É MAIS “A GERAÇÃO Z QUER CARRO?”

Na minha leitura, essa talvez seja a pergunta errada.

O ponto não é descobrir apenas se o jovem ainda quer ter um carro. Os números mostram que o automóvel continua sendo uma possibilidade real de consumo.

A pergunta mais interessante é: o que vai fazer esse jovem desejar uma determinada marca quando chegar a hora de comprar?

Porque, se a indústria esperar o consumidor entrar na concessionária para começar essa conversa, pode ser tarde demais.

O desejo pode ter começado muito antes — no palco, na pista, na rua, na moda, no esporte ou nas redes.

No fim das contas, o carro continua acelerando. 🚗💨

Mas, para conquistar a nova geração, as marcas talvez precisem aprender a acelerar em outras pistas também.

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