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Projeto Lum@link avança no oceano e vai conectar a Amazônia diretamente à Europa

Integrantes das equipes da Alcatel Submarine Networks, da EllaLink, da SPLANG, da Agência Francesa para o Desenvolvimento – AFD e do BID a bordo do navio de cabos submarinos Ile d’Yeu. divulgação

Eu confesso que quando a gente fala em internet, a primeira coisa que vem à cabeça é Wi-Fi, fibra óptica, roteador e aquele clássico “caiu a internet aí também?”. Mas, nos bastidores, existe uma infraestrutura gigantesca acontecendo literalmente no fundo do mar. 🌊👀

A EllaLink, responsável pelo primeiro cabo submarino de fibra óptica de alta capacidade a conectar diretamente a América Latina à Europa, anunciou um avanço importante no projeto Lum@link: duas unidades de derivação destinadas aos estados do Pará e do Maranhão já foram instaladas no fundo do mar. E, sim, isso é daqueles rolês tecnológicos que a gente quase não vê, mas que podem mudar bastante a forma como esses estados se conectam ao resto do planeta. 🌎💻

As estruturas foram fabricadas e instaladas pela Alcatel Submarine Networks (ASN) e já estão prontinhas para receber, futuramente, as ramificações dos cabos que chegarão a Salinópolis, no Pará, e São Luís, no Maranhão.

E aqui entra uma parte bem interessante: essas unidades de derivação funcionam como uma espécie de “ponto de saída” do sistema submarino. Com elas instaladas antecipadamente, as futuras ramificações poderão ser conectadas sem que seja necessário fazer uma nova intervenção em águas profundas na rota principal. Ou seja: planejamento nível “pensaram nisso muito antes de todo mundo”. 😮‍💨

Na prática, uma única rota submarina passa a ter potencial para se transformar em uma rede muito mais escalável.

PARÁ E MARANHÃO MAIS PERTO DA REDE GLOBAL 🚀

Eu acho que o impacto fica ainda mais interessante quando a gente olha para o histórico de conectividade da região.

Durante muito tempo, Pará e Maranhão dependeram de longas rotas terrestres de backhaul para acessar as portas de comunicação internacional do Brasil. Com as novas ramificações, os dois estados terão pontos de aterragem submarinos dedicados e conexões de alta capacidade e maior resiliência com Fortaleza, Caiena, na Guiana Francesa, e a rede internacional.

E o número é daqueles que fazem a gente parar para olhar: juntas, as duas ramificações terão uma capacidade inicial combinada de 17 Tbps, com espaço para futuras expansões. 📡🔥

Não é só sobre conseguir abrir mais abas no navegador — embora isso também seja maravilhoso, né? 😂 — mas sobre ampliar a infraestrutura de banda larga, melhorar a conectividade de comunidades isoladas e aumentar a resiliência de serviços públicos digitais.

Saúde, educação, desenvolvimento empresarial e governo eletrônico estão entre as áreas que podem ser beneficiadas pela melhoria da infraestrutura.

TECNOLOGIA + AMAZÔNIA + CIÊNCIA = SIM, POR FAVOR 🌳🔬

Unidade de derivação instalada no leito submarinho na costa brasileira, na altura dos estados do Pará e do Maranhão”
divulgação

O projeto ainda vai além da conectividade.

O programa prevê também a implantação de sensores SMART, capazes de coletar dados ambientais e sísmicos. A ideia é utilizar essas informações para apoiar iniciativas de monitoramento climático e científico, com suporte da União Europeia.

Ou seja, o cabo não vai simplesmente levar dados de um ponto para outro. A infraestrutura também poderá ajudar na produção de informações sobre o ambiente amazônico. Tecnologia fazendo hora extra, basicamente. 💅🌱

A ramificação de São Luís está sendo desenvolvida em parceria com a ATI (Agência Estadual de Tecnologia da Informação do Maranhão), enquanto a conexão para Salinópolis conta com a parceria da PRODEPA (Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará).

As unidades de derivação foram financiadas pelos governos do Pará e do Maranhão, utilizando recursos não reembolsáveis da União Europeia, dentro de um programa mais amplo de conectividade da Amazônia que também conta com cofinanciamento do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID) e do Grupo Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

E O LUM@LINK? TÁ VINDO AÍ 👀🌊

Tudo isso faz parte do Lum@link, uma extensão de aproximadamente 2.100 quilômetros de cabo submarino que vai conectar a nova estação de aterragem de cabos em Caiena ao sistema principal da EllaLink, localizado ao largo de Fortaleza.

Quando entrar em operação, o sistema deverá estabelecer uma conexão óptica direta entre Caiena, Fortaleza e Sines, em Portugal.

A expectativa é que o Lum@link entre em operação até o final de 2026.

A campanha marítima de instalação começou em meados de julho de 2026, quando o navio CS Île d’Yeu deixou a unidade de fabricação da ASN, em Calais, na França, rumo à Guiana Francesa.

O projeto é desenvolvido pela SPLANG, empresa pública responsável pelo desenvolvimento digital da Guiana Francesa, e recebeu uma subvenção de € 29,9 milhões da Comissão Europeia, por meio do programa Connecting Europe Facility (CEF) Digital, administrado pela HaDEA.

O sistema também conta com investimentos da Collectivité Territoriale de Guyane (CTG) e apoio financeiro da AFD.

“O MARANHÃO ESTÁ SE PREPARANDO”, DIZ GOVERNADOR

Para Carlos Brandão, governador do Maranhão, o projeto faz parte de uma estratégia maior para colocar o estado no radar da economia digital.

O Maranhão está se preparando hoje para assumir um papel de liderança na economia digital do futuro.”

Segundo o governador, o estado vem investindo em conectividade de alta velocidade, fibra óptica, cibersegurança, data centers e inclusão digital. Para ele, a infraestrutura pode ajudar a modernizar o estado, fortalecer a economia, atrair investimentos e ampliar oportunidades.

E, sinceramente? Quando a gente pensa em transformação digital, é exatamente esse tipo de infraestrutura invisível que acaba fazendo toda a diferença. 📲✨

UMA INFRAESTRUTURA QUE QUASE NINGUÉM VÊ, MAS TODO MUNDO USA 🌐

Ilustração Ellalink_Pontos de ancoragem do cabo submarino
divulgação

Philippe Dumont, CEO do Grupo EllaLink, destacou que a instalação das unidades de derivação é um daqueles momentos que passam praticamente despercebidos para quem está em terra, mas são fundamentais para o futuro do projeto.

Segundo ele, as estruturas instaladas no fundo do mar formam a base física das futuras conexões com Salinópolis e São Luís. O estudo das rotas dos cabos também já foi concluído, permitindo avançar para as próximas etapas assim que os estados finalizarem o financiamento das ramificações.

A lógica do projeto é justamente permitir que a rede cresça aos poucos e incorpore novos mercados.

E eu diria que esse é o grande plot twist dessa história: enquanto a gente está aqui discutindo se o Wi-Fi aguenta mais um streaming, tem uma infraestrutura de milhares de quilômetros sendo construída no fundo do oceano para conectar a Amazônia à rede global. 🌊🌎

Tecnologia pesada, literalmente. 💅📡

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