Início Cinema Supergirl | Review: voa alto, mas não me conquistou de vez…

Supergirl | Review: voa alto, mas não me conquistou de vez…

Warner Bros / DC - Divulgação

Fui, ao lado do Kauê Naccarato (o meu Robin), conferir em primeira mão a pré-estreia de “Supergirl”, convite da Warner Bros. Pictures e da DC Studios. Confesso: saí da sessão com sentimentos bem divididos.

Antes de qualquer coisa, preciso dizer que o filme está muito bem produzido. Os efeitos visuais são caprichados, o universo espacial é bonito de acompanhar e dá pra perceber que existe um carinho enorme na construção desse novo momento da DC nos cinemas. Só que… sabe quando você espera aquele momento de arrepiar, aquele “AGORA SIM!” e ele simplesmente não acontece? Foi exatamente isso que senti.

Warner Bros / DC – Divulgação

Sem colocar meu lado fã na frente, olhando apenas como jornalista e espectador, “Supergirl” é um bom filme. Divertido, competente e com uma protagonista extremamente carismática. A Milly Alcock simplesmente entrega tudo. Ela consegue mostrar uma “Kara Zor-El” forte, traumatizada, engraçada na medida certa e muito humana, mesmo sendo praticamente uma deusa de tão poderosa.

Aliás, esse acaba sendo um dos maiores desafios do roteiro. Quando a personagem é praticamente invencível, fica difícil criar uma ameaça que realmente convença. Em vários momentos, o filme precisa inventar justificativas para limitar os poderes da heroína e deixar as lutas mais equilibradas. Algumas funcionam… outras nem tanto. Aí bate aquela sensação de “forçaram esse roteiro aqui, hein?”.

O vilão também não ajuda muito. Ele cumpre sua função na história, mas falta personalidade. Em vários momentos parece apenas mais um antagonista genérico perdido no meio de uma aventura espacial que lembra bastante a estética de “Guardiões da Galáxia“. Não chega a copiar, mas a inspiração é bem evidente.

Warner Bros / DC – Divulgação

Por outro lado, a química entre “Kara” e “Ruthye funciona muito bem. A relação das duas é o coração do filme e ajuda a construir uma narrativa sobre perda, vingança e amadurecimento. O Krypto, como já era esperado, rouba algumas cenas e arranca boas risadas do público.

Warner Bros / DC – Divulgação

Outro destaque é a rápida participação de Jason Momoa como “Lobo”. Mesmo aparecendo pouco, ele já mostra que nasceu para interpretar o personagem. Se depender da reação da sala, o Maioral ainda promete render muitos momentos insanos no futuro do novo DCU.

Agora… sendo bem sincero? Talvez o maior problema seja justamente adaptar uma das HQs mais elogiadas da personagem logo no começo desse novo universo da DC. Quem já leu “Supergirl: A Mulher do Amanhã” certamente vai sentir falta de algumas camadas emocionais e de uma construção mais profunda da protagonista. O filme resume bastante essa jornada para caber em menos de duas horas.

No fim das contas, minha opinião ficou assim: eu gostei. Achei interessante, bonito, divertido e bem realizado. Mas não foi aquele filme que virou minha chave como fã da personagem como acontece na série da TV.  Talvez porque eu esperasse algo mais impactante emocionalmente. Ainda assim, está longe de ser um filme ruim e certamente agrada quem procura uma boa aventura espacial com muita ação e coração.

Se esse é o caminho que James Gunn (diretor) quer seguir para o novo DCU, existe bastante potencial pela frente. Agora é esperar os próximos capítulos.

E vocês? Preparados para conhecer essa nova Garota de Aço?

Nota do DeuClick: ⭐⭐⭐⭐☆ (4/5)

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