Depois de um susto daqueles causado pelo temporal que atingiu Ilhabela e o Litoral Norte de São Paulo, a vela oceânica voltou a dominar o Canal de São Sebastião nesta quinta-feira (30). E olha… foi aquele clima de “a resenha acabou, agora é foco total na raia”! ⛵🔥
As rajadas chegaram perto dos 60 nós (111 km/h) na quarta-feira (29), deixando barcos e estruturas do Yacht Club de Ilhabela no modo “segura que o vento tá insano”. Por segurança, toda a programação esportiva foi pausada, enquanto equipes e organizadores corriam para apoiar os velejadores e avaliar as embarcações.
A retomada foi acompanhada de perto pela ABVO, entidade que gere a vela oceânica no Brasil e atua como apoiadora técnica da competição. Segundo o comodoro Bayard Neto, o momento exigiu união e responsabilidade da comunidade náutica.
“Foi uma condição muito forte e fora do comum. O mais importante foi cuidar das pessoas e apoiar os velejadores. Ver os barcos novamente na raia mostra a força da vela oceânica e o espírito de solidariedade entre as equipes”, destacou Bayard Neto.
Com ventos mais tranquilos, entre 8 e 12 nós, as regatas voltaram a acontecer dentro do canal e puderam ser acompanhadas pelo público no Píer da Vila. A vibe era de alívio misturado com emoção: barco na água, torcida na beira e competição pegando fogo.
🏆 Crioula segue “on fire” na ORC
Quem continua simplesmente impossível é o Crioula, comandado por Eduardo Plass. O tetracampeão manteve 100% de aproveitamento, venceu todas as regatas disputadas até agora e segue líder absoluto da ORC e da divisão Performance. Tá jogando no modo hard, sem dar chance pra ninguém. 😮💨⛵
Nos Soto40, o Onda, de Eduardo Souza Ramos, e o Saci, de Mauro Dottori e Fábio Cotrim, subiram para a segunda e terceira posições da divisão Performance.
Já na ORC Cruiser, o Rudá, de Mário Martinez, venceu as duas provas do dia, ampliou a vantagem na divisão e ainda chegou ao segundo lugar geral da classe.
“Só perdemos para o Crioula. O barco estava muito ajustado e rápido. Estamos muito orgulhosos do desempenho”, comemorou Mário Martinez.
⚔️ Bra-RGS e RGS-Cruiser seguem no maior equilíbrio
Na Bra-RGS, a disputa continua daquele jeito que o torcedor gosta: ponto a ponto. O Homo Erectus, de Luciano Moreira, segue forte na briga pelas primeiras posições.
“O campeonato está muito equilibrado. Temos três barcos disputando diretamente a liderança”, contou Luciano Moreira.
Na RGS-Cruiser, o equilíbrio ficou ainda mais absurdo: Mandachuva, de Mário Garcia, e Blue Wind, de James Bellini, terminaram o dia empatados em pontos, com o Blue Wind assumindo a liderança no desempate.
“Todo mundo entra na raia para se divertir, mas também para buscar a vitória”, destacou James Bellini.
⛵ Clássicos, HPE25 e C30: reta final pegando fogo
Entre os Clássicos, o Chancegger, de Fred Paim, abriu vantagem na divisão A, enquanto o Madrugada, de Niels Rump, lidera a divisão B. Na divisão C, o duelo está literalmente empatado entre Sete Ondas, de Marco Antônio Aleixo, e Angatu, de André Torrente.
Na HPE25, o Ginga, de Breno Chvaicer, assumiu a ponta após três regatas cheias de trocas de posição. Já na C30, o Relaxa Building, de Tomás Mangabeira, meteu duas vitórias e um segundo lugar e disparou na liderança.
🏅 Premiação da Regata Daycoval agitou o píer
A quinta-feira também teve cerimônia de premiação da Regata Daycoval. Entre os destaques ficaram Crioula, Rudá, Avohai, Homo Erectus, Mar sem Fim, Blue Wind, Angatu, Ginga e Relaxa Building, que subiram ao pódio em suas respectivas classes.
Com a raia novamente cheia e o campeonato entrando na reta decisiva, a 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval mostrou que, mesmo depois de um temporal pesado, a vela oceânica brasileira segue firme, forte e cheia de energia. E convenhamos: ver os barcos voltando à água depois de um dia tão tenso foi aquele momento “arrepio desbloqueado”. 🌊⛵💙
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