Quando penso em Rock in Rio, a primeira imagem que vem à cabeça é música, multidão, looks icônicos, hits, emoção e aquele famoso “eu vivi isso aqui” que rende post, story e textão no feed. 😂🎶 Mas, nesta quarta-feira (9), eu descobri que a Cidade do Rock também pode funcionar — e muito bem — como uma gigantesca sala de aula.
Foi justamente essa a proposta do Rock in Rio Academy 2026, que chegou à sua 10ª edição com o tema “Orquestrando Sistemas Vivos Sob Pressão”. A ideia foi colocar executivos, empresários, gestores e profissionais frente a frente com um dos maiores desafios do mundo corporativo: tomar decisões, liderar pessoas e manter tudo funcionando quando o caos bate na porta. E, olha… caos não falta quando estamos falando de um megaevento. 👀
Ao longo do dia, eu acompanhei uma programação que misturou estratégia, cultura, tecnologia, comunicação, sustentabilidade, liderança, operação e, claro, muita experiência prática. Em vez daquele papo corporativo que parece reunião de segunda-feira às 8h da manhã, o Academy levou o aprendizado para dentro do universo real do festival.
A lógica foi simples e poderosa: se a teoria encontra a realidade, o aprendizado fica muito mais potente.
E foi exatamente isso que aconteceu.
🎤 COLABORAÇÃO COM MAESTRIA: QUANDO O BASTIDOR VIRA SALA DE AULA

Na abertura, Agatha Arêas, fundadora da Provoke e criadora do Rock in Rio Academy, mostrou que o objetivo do encontro vai muito além de colocar grandes nomes em um palco.
A proposta é transformar os desafios reais de uma operação gigantesca em conhecimento que possa ser aplicado em diferentes empresas e setores.
Eu achei esse ponto especialmente interessante porque, no Academy, a Cidade do Rock deixa de ser apenas cenário e passa a ser praticamente um laboratório vivo. Os participantes conseguem olhar para decisões reais, entender os bastidores e trocar experiências com quem está, literalmente, fazendo a engrenagem girar.
Segundo Agatha Arêas, a 10ª edição reforçou justamente essa conexão entre conhecimento, experiência e troca.
E convenhamos: aprender gestão olhando para um evento desse tamanho é outro nível, né? 😮💨🔥
🧠 A LIDERANÇA MUDOU — E REYNALDO GAMA SABE DISSO
Na palestra “A liderança da atualidade”, Reynaldo Gama, CEO da Ânima Empresas, trouxe uma provocação que eu considero muito atual: os modelos tradicionais de liderança já não dão conta de um mundo que muda praticamente em tempo real.
Entram em cena conceitos como liderança relacional, humana e criativa, além de vulnerabilidade e experiência.
A fala de Reynaldo Gama parte de uma realidade que parece muito Gen Z: estamos vivendo uma era em que o “manual definitivo” simplesmente não existe. Se algo é inédito, não existe especialista com receita pronta para aquilo.
É o famoso “vamos descobrir fazendo”. Só que, nesse caso, com estratégia. 😂
Para o executivo, misturar educação, cultura e experiência é uma forma de preparar líderes para lidar com esse cenário cada vez mais imprevisível.
E eu não consigo discordar: se o mundo mudou, a liderança também precisa atualizar o software. 💻✨
🫱🏽🫲🏾 TODO MUNDO NA MESMA DIREÇÃO

Um dos momentos que mais chamou minha atenção foi a conversa “Todos numa direção: Cultura e Liderança Compartilhada”, conduzida por Luis Justo, CEO da Rock World.
A operação do Rock in Rio envolve cerca de 28 mil pessoas, todas precisando trabalhar em sintonia para que a experiência do público aconteça.
E aí entra uma palavra que parece simples, mas é extremamente complexa na prática: cultura.
Para Luis Justo, não existe fórmula mágica ou atalho. O resultado vem da soma dos detalhes e, principalmente, de valores que precisam ser colocados em prática mesmo quando ninguém está olhando.
O executivo também destacou a importância das condições oferecidas aos profissionais que trabalham nos bastidores, incluindo espaços para descanso, alimentação, água, banho e acompanhamento das condições de trabalho.
Ou seja: antes do show acontecer para quem está na frente do palco, existe uma verdadeira cidade funcionando atrás dele. 🎸🏗️
🔄 THE SHOW MUST GO ON — ATÉ NA SUCESSÃO
No painel “The show must go on: transições colaborativas”, Luis Justo, Ronaldo Pereira e Agatha Arêas falaram sobre sucessão e continuidade.
O tema ganhou ainda mais peso porque Luis Justo encerra um ciclo de 15 anos à frente da Rock World, passando o bastão para Ronaldo Pereira.
E aqui entra uma baita lição de gestão: sucessão não precisa ser aquele momento dramático de “acabou uma era, boa sorte para quem fica”. Pode ser construída de forma planejada, cuidadosa e colaborativa.
Segundo Luis Justo, a transição foi pensada justamente para preservar o legado e preparar o futuro.
Já Ronaldo Pereira falou sobre a dimensão emocional desse processo e sobre a paixão que possui pela marca.
É aquele clássico caso de fã que conseguiu entrar para o backstage e agora ajuda a construir o rolê. 🥹🎸
Durante o momento, Agatha Arêas também relembrou a parceria construída com Luis Justo desde a criação do Academy.
❤️ EMOÇÃO TAMBÉM É ESTRATÉGIA
No painel “Presença e conexão através da emoção”, Rodrigo Padilla, do Grupo LATAM, e Renata Guaraná, diretora de Parcerias da Rock World, colocaram um assunto que está cada vez mais forte no marketing: conexão emocional.
E, sinceramente? É difícil pensar em um exemplo melhor para isso do que um festival.
A LATAM mostrou como vem utilizando música e entretenimento para construir uma relação mais emocional com seus clientes.
A lógica é deixar de ser apenas funcional.
Não é somente transportar alguém do ponto A ao ponto B. É fazer essa pessoa lembrar da experiência, associar a marca a um momento especial e, quem sabe, virar fã.
Como explicou Rodrigo Padilla, a ideia é conquistar não apenas a cabeça, mas também o coração do consumidor. ❤️✈️
Já Renata Guaraná destacou a importância de colocar as próprias marcas parceiras dentro das discussões do Academy, transformando experiências reais em estudos de caso vivos.
No marketing moderno, isso é ouro.
♻️ SUSTENTABILIDADE SEM PAPO DE GURU
Outro destaque foi o painel “Inovação e Sustentabilidade na Prática”, com Katielle Haffner, da Coca-Cola Brasil, e Letícia Freire, gerente de Sustentabilidade Operacional da Rock World.
Aqui, o papo saiu do discurso bonito e foi direto para a prática.
A parceria entre Rock in Rio e Coca-Cola mostrou como processos podem ser redesenhados para tornar a sustentabilidade mais aplicável em eventos de diferentes tamanhos.
E uma frase de Letícia Freire resume bem a ideia: ninguém resolve grandes desafios sozinho.
Os impactos são coletivos e, consequentemente, as soluções também precisam ser.
Além disso, os processos são revistos a cada edição em busca de melhoria contínua.
Ou seja: sustentabilidade não é aquele selo bonitinho para colocar no slide da apresentação. É trabalho diário. 🌱♻️
🚨 GESTÃO SOB PRESSÃO: QUANDO O PLANO VAI PRO BELELÉU
Se tem uma coisa que qualquer pessoa que já trabalhou com evento sabe é: o planejamento é maravilhoso até a realidade decidir improvisar. 😂
Foi justamente sobre isso que Ricardo Acto, COO do Rock in Rio, e Jessica Cavalcanti, Gerente do Projeto Rock in Rio, conversaram no painel “Gestão sob pressão: os desafios do sistema vivo”.
A discussão passou por gestão de crises, decisões de última hora e situações imprevisíveis.
E aí aparece outro conceito essencial: autonomia.
Em uma operação gigantesca, não dá para absolutamente tudo depender de uma única pessoa. É preciso distribuir responsabilidades, garantir conhecimento técnico e permitir que diferentes níveis da organização consigam tomar decisões.
Basicamente: quando o bicho pega, todo mundo precisa saber o que fazer. 🚨🧠
🌎 ORQUESTRANDO GERAÇÕES: DO K-POP AO ELTON JOHN
Esse painel foi, para mim, um dos que melhor traduziram o desafio de comunicação atual.
Ana Deccache, Diretora de Marketing da Rock World, Zé Ricardo, Vice-Presidente Artístico da Rock World, e Joana Cardoso, Gerente de Conexões e Influência da Rock World, falaram sobre como uma mesma marca consegue conversar com diferentes gerações.
E aqui estamos falando de um festival que precisa ser relevante para públicos completamente diferentes.
De um lado, temos a galera que acompanha tendências de K-Pop. Do outro, pessoas que cresceram ouvindo artistas que atravessaram décadas.
E o desafio é: como colocar todo mundo na mesma conversa sem deixar a marca com cara de tio tentando falar “cringe”? 😂
Segundo Ana Deccache, o segredo está em uma comunicação integrada, capaz de manter uma narrativa comum e, ao mesmo tempo, conversar individualmente com comunidades, fandoms e diferentes gerações.
Zé Ricardo resumiu esse encontro de gerações ao destacar a possibilidade de reunir nomes como Stray Kids e Elton John dentro de uma mesma plataforma.
É quase como dizer: “sim, a gente sabe que os tempos mudaram — e justamente por isso continuamos aqui”.
Já Joana Cardoso colocou a emoção como ponto central para criar pertencimento.
No fim, diferentes idades, gostos e referências podem estar vivendo experiências completamente distintas, mas ainda assim fazer parte da mesma história. 💖🎶
🧬 MULTIPLICANDO O LEGADO
Para fechar a programação, Roberta Medina, vice-presidente executiva e sócia-fundadora da Rock World, e Rodolfo Medina, vice-presidente de Parcerias e sócio-fundador da Rock World, participaram do painel “Multiplicando o legado”.
E o assunto não poderia ser outro: como manter uma marca relevante durante décadas sem simplesmente ficar repetindo a mesma fórmula?
O Rock in Rio possui 41 anos de história, mas continua buscando novas tecnologias, experiências, parceiros, artistas e formas de se conectar com o público.
Para Roberta Medina, existe uma espécie de DNA da marca que funciona como uma coluna vertebral.
A ideia não é permanecer igual.
É justamente o contrário.
É mudar sem perder aquilo que faz o Rock in Rio ser reconhecido como Rock in Rio.
E esse talvez seja um dos maiores aprendizados que eu tiro do Academy: legado não significa ficar parado no passado.
Legado é saber o que não pode ser perdido enquanto todo o resto pode — e deve — evoluir. 🚀
🎸 NO FIM, A CIDADE DO ROCK VIROU UMA AULA GIGANTE
Ao acompanhar o Rock in Rio Academy 2026, eu saí com a sensação de que a experiência foi muito além de uma programação corporativa.
Foram debates sobre liderança, cultura, comunicação, sustentabilidade, inovação, sucessão, gerações, emoção e gestão de crises — tudo conectado a uma operação real e extremamente complexa.
Além dos painéis, os participantes puderam conhecer os bastidores do festival por meio de visitas guiadas pelas trilhas de Gestão, Marketing e Produção, além de experiências e dinâmicas voltadas à tomada de decisão.
No fim das contas, a grande sacada do Academy é justamente essa: transformar aquilo que normalmente fica escondido atrás do palco em conhecimento.
Eu entro pensando em festival.
Saio pensando em gestão.
E talvez seja exatamente aí que esteja a magia do Rock in Rio Academy. ✨🎸
Porque, quando o show termina, o aprendizado continua.
E, convenhamos: isso é um baita after. 😌🔥













