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Xuxa faz Curitiba voltar no tempo — e a nostalgia da Rainha dos Baixinhos está bombando também no streaming

Créditos da foto: Patricia Devoraes/Brazil News

Depois de lotar a Arena da Baixada com cerca de 40 mil pessoas, Xuxa mostra que “O Último Voo da Nave” não é só uma viagem ao passado: é uma nova onda de consumo do seu catálogo nas plataformas de música e vídeo como Spotify e Youtube, sem esquecer do seu feito na Globoplay.

Eu confesso: acompanhar o fenômeno “O Último Voo da Nave” é quase como assistir a uma máquina do tempo funcionando em tempo real. 😂🚀

Neste sábado (26), foi a vez de Curitiba embarcar na nave. A apresentação aconteceu na Arena da Baixada, com o palco montado em formato 360º, e reuniu cerca de 40 mil pessoas, segundo veículos locais. O espetáculo revisitou diferentes fases da carreira de Xuxa, passando por músicas e referências que marcaram os anos 1980, 1990 e 2000.

E o mais interessante, para mim, é que a história não termina quando a nave pousa.

Desde os shows de São Paulo, realizados em julho, venho acompanhando um movimento que vai muito além dos ingressos e dos vídeos publicados nas redes: o público voltou a procurar Xuxa na internet, no YouTube e nos aplicativos de música. É aquele clássico efeito “me deu saudade, então vou ouvir AGORA” — e, quando você percebe, já está assistindo ao Xou da Xuxa de 1988 às 2h da manhã. 😂

A nave decolou… e o streaming foi junto 🎧🚀

Os dados compartilhados sobre o comportamento de consumo no Brasil mostram um salto expressivo após o início da turnê.

Na Busca do YouTube, o termo “show da Xuxa” chegou ao índice máximo de interesse, 100, em 27 de julho, dois dias depois da estreia da turnê em São Paulo. Segundo o levantamento apresentado pelo Google Trends, o interesse pelo termo cresceu 250% no trimestre analisado em comparação com o período anterior.

O próprio assunto “Xuxa”, considerando diferentes buscas relacionadas à artista, também chegou ao pico de 100 na mesma data.

Ou seja: não foi só a galera procurando ingresso ou vídeo do show. O movimento atingiu também o universo inteiro da Xuxa. 💅🏼

E isso aparece de maneira ainda mais curiosa no consumo musical.

De acordo com os dados de streaming compartilhados para esta análise, os streams diários de Xuxa no Brasil quase dobraram depois do segundo show de São Paulo, chegando a um pico de 97% acima da média de junho no dia seguinte à apresentação.

Na noite do primeiro show, São Paulo chegou a representar aproximadamente um terço dos streams de Xuxa no Brasil, enquanto a participação habitual do estado ficava em torno de 15%.

É muita gente apertando o play, monamour. 😂🎧

E não foram só “Ilariê” e “Lua de Cristal”

Aqui está uma das partes que eu acho mais interessantes desse fenômeno.

O público não voltou apenas para os hits gigantes. O catálogo inteiro começou a respirar novamente.

Na semana dos shows de São Paulo, o número de músicas de Xuxa que ultrapassavam 1.000 streams por dia passou de 39 para 75, um crescimento de 92%.

Algumas faixas que estavam praticamente no baú voltaram a circular com força. “Hoje É Dia de Folia”, por exemplo, teve crescimento de 6.700% nos dados apresentados, enquanto “Viver” avançou 3.100% e “O Xou da Xuxa Começou”, 2.250%.

Até clássicos absolutos voltaram a ganhar plays: “Lua de Cristal”, “Arco-Íris”, “Doce Mel”, “Tindolelê” e “Ilariê” registraram altas relevantes no período analisado.

É o famoso: “eu só queria ouvir uma música” e, cinco minutos depois, você está fazendo uma playlist com 47 faixas. 😭💿

A geração que cresceu com Xuxa está voltando — e trazendo os filhos

Os números também mostram um componente geracional muito forte.

A faixa de 35 a 44 anos teve crescimento de 72% nos dados apresentados, enquanto o grupo de 45 a 54 anos registrou o maior crescimento proporcional, de 134%.

E faz todo sentido.

É uma geração que viveu Xuxa na televisão, colecionou discos, assistiu aos filmes, decorou coreografias, pediu Paquitas, sonhou com a nave e cresceu com músicas que ficaram gravadas na memória afetiva.

Agora, décadas depois, essa mesma geração está voltando para ouvir as músicas — muitas vezes acompanhada de uma nova geração.

A nostalgia, nesse caso, não é simplesmente olhar para trás. É transformar uma memória de infância em experiência compartilhada no presente.

O efeito Xuxa também chegou ao Globoplay 📺

E tem outro detalhe que não dá para ignorar: “Xuxa, o Documentário”.

A produção lançada pelo Globoplay em 2023 se tornou, segundo informação divulgada pela própria Globo na época, o documentário mais visto da plataforma desde o início do investimento da empresa no gênero.

A série documental percorre diferentes momentos da trajetória de Xuxa e continua disponível no Globoplay.

Com a chegada da turnê, a sensação é de que esse arquivo afetivo também voltou a ser revisitado: gente assistindo novamente ao documentário, procurando entrevistas antigas, trechos de programas, apresentações históricas e vídeos que estavam perdidos no fundo da internet.

É o famoso “vamos só rever aquele vídeo rapidinho”.

Spoiler: nunca é rapidinho. 😂

Curitiba embarcou de vez 🚀

E ontem, em Curitiba, a nave mostrou novamente a força desse encontro entre passado e presente.

Com cerca de 40 mil pessoas na Arena da Baixada, Xuxa revisitou fases como Xou da Xuxa, Xuxa Park, Planeta Xuxa e Xuxa Só Para Baixinhos, com sucessos que atravessaram diferentes gerações. A própria estrutura do espetáculo aposta forte nessa memória afetiva, incluindo a nave sobrevoando a plateia e a participação das Paquitas.

Eu olho para tudo isso e vejo um fenômeno bem maior do que simplesmente uma turnê de despedida.

Xuxa está fazendo o público voltar a consumir Xuxa.

No estádio.
No YouTube.
No Spotify.
No Globoplay.
Nas redes sociais.
Nos vídeos antigos.
Nas memórias.

E, principalmente, está fazendo uma geração inteira perceber que aquelas músicas que pareciam pertencer exclusivamente à infância continuam tendo espaço no presente.

Porque, aparentemente, Ilariê nunca foi embora. A gente só cresceu. 🥹✨🚀

E agora estamos todos de volta à nave.

📌 Dados do levantamento do Spotify

  • Streams diários de Xuxa no Brasil chegaram a +97% sobre a média de junho após o segundo show de São Paulo;
  • São Paulo chegou a representar aproximadamente 33% dos streams nacionais no primeiro show;
  • Faixas com mais de 1.000 streams/dia passaram de 39 para 75 na semana dos shows;
  • Faixas com mais de 5.000 streams/dia passaram de 7 para 14;
  • “Hoje É Dia de Folia”: +6.700%;
  • “Viver”: +3.100%;
  • “O Xou da Xuxa Começou”: +2.250%;
  • “Lua de Cristal”: +155%;
  • “Arco-Íris”: +435%;
  • “Doce Mel”: +1.680%;
  • “Tindolelê”: +261%;
  • “Ilariê”: +76%;
  • Até o fim de agosto, os streams diários permaneciam cerca de 16% acima da média de junho.

Observação: os números de streaming e de buscas acima são baseados no levantamento fornecido para esta matéria; o Google Trends trabalha com índices relativos de interesse, e não com números absolutos de buscas.

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