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Fórmula E: Lucas di Grassi faz corrida histórica e vence o E-Prix de Xangai

Reprodução/Fórmula E Lucas di Grassi celebra primeira vitória desde 2022, recriando cena de meme com medalha, no E-Prix de Xangai de 2026

Foi simplesmente roteiro de filme! 🇧🇷 O brasileiro Lucas di Grassi protagonizou uma das maiores viradas da história da Fórmula E ao vencer a Etapa 13 do E-Prix de Xangai 2026 depois de largar da última posição do grid. O piloto da Lola Yamaha ABT saiu do 19º lugar e garantiu a vitória na última volta de uma prova cheia de estratégia, mudanças climáticas e muita emoção.

O resultado já entra para a história da categoria. Além de conquistar o primeiro triunfo da atual configuração da Lola Yamaha ABT, Di Grassi voltou ao lugar mais alto do pódio pela primeira vez desde o E-Prix de Londres de 2022. E tem mais um detalhe daqueles que deixam qualquer fã arrepiado: foi justamente na China que o brasileiro venceu a primeira corrida da história da Fórmula E, no inaugural E-Prix de Pequim, em 2014. Agora, doze anos depois, ele escreve mais um capítulo épico no país asiático.

Aos 41 anos e 328 dias, e já com aposentadoria anunciada para o fim da temporada 2025/26, Lucas di Grassi segue quebrando recordes. Ele continua sendo o piloto mais velho a vencer uma corrida da categoria, estabeleceu também a marca de competidor mais velho a subir ao pódio e chegou ao impressionante total de 42 pódios, o maior número da história da Fórmula E. Tá liberado chamar de lenda!

Corrida teve chuva, Safety Car e estratégia decisiva

A prova começou cheia de tensão. Antes mesmo da largada, Mitch Evans, da Jaguar TCS Racing, sofreu um problema técnico e sequer conseguiu alinhar no grid. Um baita prejuízo para quem liderava o campeonato.

As condições climáticas obrigaram os pilotos a completarem algumas voltas atrás do Safety Car antes da largada oficial. Na pole position pela primeira vez na carreira, o brasileiro Felipe Drugovich, da Andretti FE, segurou a liderança nas primeiras curvas.

Logo nas voltas iniciais, vários pilotos apostaram cedo no Modo de Ataque, recurso obrigatório que entrega 50 kW extras e tração integral. A estratégia embaralhou completamente a corrida, com muitas trocas de posições e disputas intensas em praticamente todos os setores do circuito.

A dupla da Porsche chegou a controlar a prova por boa parte da disputa, abrindo vantagem sobre os adversários. Enquanto isso, pilotos que haviam largado mais atrás começaram a aparecer, aproveitando o melhor acerto para as condições da pista que secava rapidamente.

Foi aí que Lucas di Grassi começou sua escalada. Aproveitando um carro muito competitivo nas condições de pista seca, o brasileiro ganhou posições de forma consistente e entrou definitivamente na briga pelo pódio.

Bandeira amarela mudou tudo

Joe Portlock/LAT Images/Fórmula E/Divulgação
Lucas di Grassi celebra primeira vitória desde 2022 com equipe Lola Yamaha ABT, no E-Prix de Xangai

O momento decisivo aconteceu após problemas mecânicos no carro de Zane Maloney, que provocaram uma bandeira amarela em toda a pista. Enquanto rivais como Joel Eriksson e Jean-Éric Vergne perderam parte da vantagem do Modo de Ataque, Di Grassi ainda tinha sua ativação disponível.

Na relargada, o brasileiro não desperdiçou a oportunidade. Utilizando toda a potência extra, ultrapassou Joel Eriksson na penúltima volta e, já na última passagem, mergulhou por dentro sobre Jean-Éric Vergne na Curva 1 para assumir definitivamente a liderança.

Uma ultrapassagem digna dos melhores momentos da categoria e uma vitória que parecia impossível quando as luzes se apagaram para a largada.

Vergne cruzou a linha de chegada em segundo lugar, enquanto Eriksson completou o pódio com seu melhor resultado na Fórmula E.

Drugovich garante Top 6 após primeira pole

Outro brasileiro também teve motivos para comemorar. Felipe Drugovich largou pela primeira vez na pole position na categoria e fez uma corrida consistente, terminando na sexta colocação. O resultado veio justamente na semana em que o piloto confirmou sua renovação de contrato com a Andretti FE, mostrando que segue evoluindo dentro do campeonato.

Campeonato ganha novo líder

Mesmo terminando apenas na quarta colocação, Pascal Wehrlein assumiu a liderança do Mundial de Pilotos com 141 pontos, aproveitando o abandono antes mesmo da largada de Mitch Evans, que permanece com 132.

Entre as equipes, a Jaguar TCS Racing segue na liderança, agora com 243 pontos, enquanto a Porsche aparece logo atrás com 237.

A temporada continua nos dias 25 e 26 de julho, quando a Fórmula E desembarca no E-Prix de Tóquio para mais uma rodada dupla que promete fortes emoções.

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