Início Esporte Crioula voa baixo e domina a 53ª Semana Internacional de Vela Daycoval

Crioula voa baixo e domina a 53ª Semana Internacional de Vela Daycoval

Fred Hoffmann | FOTOP

Ilhabela literalmente respirou vela nesta semana e o encerramento da 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval, neste sábado (1º/8), foi daquele jeito que a internet gosta: emoção até o último segundo, viradas, vento insano e muito nome pesado da modalidade brilhando no Canal de São Sebastião. E sim, o Crioula 52 foi o grande chefão da principal classe da competição e levantou mais um troféu seguido na ORC. Brabo demais!

Organizado pelo Yacht Club de Ilhabela (YCI), com supervisão da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO) e chancela da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), o campeonato reuniu 127 embarcações e mais de 1.000 velejadores do Brasil, Argentina e Uruguai. Entre os nomes presentes estavam lendas como Robert Scheidt, Lars Grael, Marco Grael, Samuel Albrecht, Maurício Santa Cruz e outros atletas olímpicos, pan-americanos e mundiais.

Na ORC, considerada a Fórmula 1 da vela oceânica, o Crioula 52, comandado por Eduardo Plass, sobrou na água. A equipe fechou o campeonato com apenas 10 pontos perdidos em 11 regatas, conquistando o título geral e o da ORC Performance. O Onda, de Eduardo Souza Ramos, ficou em segundo, e o Sandokan, de Carlos Belchor Costa, completou o pódio.

O tático Samuel Albrecht resumiu o clima da conquista: a disputa estava muito equilibrada, com vários barcos chegando praticamente juntos, o que mostra o alto nível da vela brasileira.

E não foi só o Crioula que fez barulho. Também terminaram campeões o Plâncton (BRA-RGS), o Blue Wind (RGS Cruiser), o Madrugada (Clássicos), o Relaxa Building (C30), o Ciribaí (HPE25) e o Onda (Super 40).

Uma das histórias mais legais da semana veio da Classe C30. O Relaxa Building, comandado por Tomás Mangabeira Albernaz, liderou praticamente o campeonato inteiro e ainda contou com a única mulher da flotilha, Tatiana Almeida, que celebrou o título destacando o trabalho coletivo da equipe. Representatividade na vela? Temos!

Na HPE25, o roteiro foi puro coração acelerado: o Ciribaí, de Mario Lindenhayn, venceu por apenas um ponto sobre o Ginga. Decisão na última regata, clima de final de campeonato e tripulação comemorando como se fosse gol aos 45 do segundo tempo.

Fred Hoffmann | FOTOP

Nos Clássicos, o tradicionalíssimo Madrugada, de Niels Peter Charles Rump, confirmou o título geral depois de uma semana de vento sul e regatas super técnicas. Já na RGS Cruiser, o Blue Wind, de James Bellini, ficou com a taça, enquanto o Onda bateu o tricampeão 4Z Phytoervas e conquistou o Campeonato Super 40.

E teve perrengue real oficial. Na quarta-feira (29), rajadas acima de 60 nós (111 km/h) obrigaram a organização a cancelar toda a programação esportiva. Mas rolou força-tarefa envolvendo o YCI, a Comissão Técnica, a Marinha do Brasil e os próprios velejadores, e o cronograma foi reorganizado. Resultado? Todas as regatas previstas foram recuperadas até o encerramento. Resiliência nível hard.

Outra novidade que agradou geral foi a divisão das regatas em duas raias, separando barcos mais rápidos dos mais lentos. Segundo o diretor de Vela do Yacht Club de Ilhabela, Fábio Cotrim, a mudança aumentou a segurança e deixou as disputas mais equilibradas e técnicas.

A festa começou antes mesmo das regatas oficiais. A Regata Vela do Amanhã Mauro Dottori by Genoa Capital levou cerca de 200 crianças de projetos sociais para navegar ao lado de grandes nomes da vela. No domingo, o tradicional Desfile dos Barcos lotou o Píer da Vila e a Esquadrilha da Fumaça deu aquele toque cinematográfico na abertura do evento.

No total, foram mais de 40 regatas em sete dias de programação esportiva, social e cultural. A edição ainda movimentou a economia local com cerca de 55 mil visitantes, 80% de ocupação hoteleira e impacto estimado em R$ 55,5 milhões. Ilhabela ficou simplesmente on!

Com patrocínio master do Banco Daycoval, apoio da Mitsubishi Motors, FF Seguros, Marinha do Brasil, Genoa Capital e realização do Yacht Club de Ilhabela, a 53ª edição terminou deixando aquele gostinho de “quero mais”. Quem acompanha vela já está contando os dias para 2027. E quem não acompanhava provavelmente entrou no hype agora.

Veja os resultados completos AQUI

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