Ilhabela viveu uma semana daquelas de deixar qualquer fã de esporte na vibe máxima. A 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval chegou ao fim neste sábado (1º) depois de sete dias intensos de regatas, turismo bombando, ações sociais e muita resenha boa entre os velejadores. O evento confirmou mais uma vez o Yacht Club de Ilhabela (YCI) como o grande nome da organização da principal competição de vela oceânica da América Latina.
Foram mais de 1 mil velejadores espalhados em 127 embarcações vindas do Brasil, Argentina e Uruguai, transformando o Canal de São Sebastião em um verdadeiro festival náutico. Ao todo, rolaram mais de 40 regatas, com disputas equilibradas até o último dia e aquele clima de decisão que a galera ama acompanhar.
Organizada pelo Yacht Club de Ilhabela, com supervisão técnica da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO) e chancela da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), a competição reuniu as classes ORC, BRA-RGS, RGS Cruiser, Clássicos, C30, HPE25 e Super 40, reforçando o status de Ilhabela como capital da vela oceânica no continente.
Mas não foi só vela, não. A programação teve o tradicional Desfile dos Barcos, apresentação da Esquadrilha da Fumaça, visitação à Fragata Tamandaré, da Marinha do Brasil, e a emocionante Regata Vela do Amanhã Mauro Dottori by Genoa Capital, que colocou cerca de 200 crianças de projetos sociais no mar para viver a experiência da vela pela primeira vez. Foi aquele momento “fofura + esporte + futuro”, tá ligado?
O comodoro do Yacht Club de Ilhabela, Paulo Palermo, destacou que o evento vai muito além da competição e mistura esporte, educação, sustentabilidade e turismo, consolidando Ilhabela como referência da vela oceânica na América Latina.
Quem também marcou presença foi o bicampeão olímpico Robert Scheidt, que competiu no barco King e foi novamente escolhido como embaixador da SIVI. O velejador celebrou o ambiente único do evento e a troca de experiências entre atletas de diferentes gerações.
Turismo em alta e economia girando forte
Segundo estimativa da Prefeitura de Ilhabela, a competição atraiu cerca de 55 mil visitantes durante a semana. A ocupação hoteleira bateu aproximadamente 80%, mostrando que até o inverno em Ilhabela consegue lotar pousadas, hotéis e restaurantes quando a vela entra em cena.
O Observatório do Turismo de Ilhabela estima que a movimentação econômica gerada pela Semana Internacional de Vela alcance R$ 55,5 milhões, beneficiando hotéis, pousadas, restaurantes, comércio local e prestadores de serviço. Ou seja: além de espetáculo no mar, o evento deu aquele gás na economia da cidade.
Temporal virou teste de resistência e união da comunidade náutica
A edição de 2026 também entrou para a história por causa do temporal que atingiu Ilhabela na quarta-feira (29). Rajadas de vento acima de 60 nós (111 km/h) obrigaram o cancelamento das regatas do dia e mobilizaram uma força-tarefa envolvendo o Yacht Club de Ilhabela, voluntários, velejadores e a Marinha do Brasil para proteger embarcações e auxiliar tripulações.
Com a melhora do tempo, a Comissão Técnica reorganizou a programação e conseguiu recuperar as regatas previstas. Paulo Palermo destacou que a união da comunidade náutica foi decisiva para superar um episódio climático raro e encerrar o campeonato com segurança, sem vítimas.
Alto nível técnico até a última boia
Mesmo com o clima desafiador, o nível técnico das regatas foi um dos pontos altos da edição. As decisões ficaram em aberto praticamente até o último dia, principalmente nas classes ORC, BRA-RGS, C30 e HPE25.
Na classe principal, a ORC, o Crioula 52, comandado por Eduardo Plass, confirmou mais um título após uma campanha consistente ao longo da semana. O diretor de Vela do Yacht Club de Ilhabela, Fábio Cotrim, destacou que a separação das raias trouxe mais segurança e permitiu disputas mais equilibradas entre barcos de velocidades semelhantes.
Para a ABVO, a edição de 2026 reforçou o alto nível técnico da competição e a capacidade de organização do Yacht Club de Ilhabela. O comodoro Bayard Neto avaliou que, mesmo com a interrupção causada pelo temporal, a reorganização rápida da programação demonstrou a força da estrutura técnica do evento.
Bastidores que começam quando a festa termina
Responsável pela produção do evento pela LTP Sports, o medalhista olímpico Bruno Prada revelou que o trabalho da próxima edição já começou. Segundo ele, a organização da SIVI é permanente e envolve dezenas de profissionais, autoridades locais e a comunidade náutica para entregar um evento que mistura competição esportiva, entretenimento e convivência social.
A edição em números
- 53ª edição
- 127 embarcações
- Mais de 1.000 velejadores
- Brasil, Argentina e Uruguai
- Mais de 40 regatas
- 55 mil visitantes
- 80% de ocupação hoteleira
- R$ 55,5 milhões de impacto econômico estimado
- Cerca de 200 crianças atendidas pela Regata Vela do Amanhã
- Sete dias de programação esportiva, social e cultural
Com patrocínio master do Banco Daycoval, apoio de Mitsubishi Motors, FF Seguros, Marinha do Brasil, Genoa Capital e realização do Yacht Club de Ilhabela, a 53ª Semana Internacional de Vela de Ilhabela Daycoval fechou sua edição de 2026 mostrando que a vela brasileira segue gigante, resiliente e cada vez mais conectada com turismo, inclusão social e desenvolvimento econômico. Resumindo no bom português da internet: foi épico, entregou tudo e já deixou a galera contando os dias para a próxima edição.
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