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Rock in Rio 2026: Pedro Sampaio, J Balvin, Demi Lovato e Maroon 5 agitam o Palco Mundo

Foto: Guito Moreto, Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Se tem uma coisa que eu posso dizer sobre este sábado (12) no Rock in Rio 2026 é: a Cidade do Rock simplesmente entregou TUDO! Teve funk, reggaeton, pop, rock, forró, brega, axé, rap, folk, R&B e aquele combo de encontros que faz a gente pensar: “meu Deus, como eu vou escolher só um palco?”. Spoiler: não escolhe. Corre de um lado para o outro mesmo e aceita o caos, porque é isso que a gente quer. 😂

No Palco Mundo, o dia começou daquele jeito que já virou patrimônio da internet: PE-DRO SAM-PAI-O! O artista abriu os trabalhos transformando a Cidade do Rock em uma pista de dança gigantesca e repetiu no Rio um feito que já tinha viralizado no Rock in Rio Lisboa: o maior “Cavalinho” do mundo.

Crédito: @ALEXWOLOCH

Depois de colocar cerca de 100 mil pessoas para entrar na brincadeira em Lisboa, Pedro Sampaio fez novamente o público engatar a famosa “marcha ré” no Rio de Janeiro. E eu só consigo pensar em uma coisa: quem diria que um dia o Cavalinho teria escala de megaevento internacional? Pois temos! 🐎🔥

O DJ, cantor e produtor colocou a galera para dançar ao som de hits como “JETSKI”, “POCPOC” e “Sequência Feiticeira”, com direito a bailarinos, coreografias e uma produção visual gigantesca. O novo Palco Mundo, que conta com nada menos que 2.400 metros quadrados de painéis de LED, ajudou a transformar cada momento do show em um espetáculo à parte.

E se Pedro Sampaio começou colocando todo mundo para dançar, J Balvin chegou depois para provar que o reggaeton também manda muito bem quando o assunto é fazer uma multidão perder a vergonha.

O colombiano revisitou sucessos como “Mi Gente”, “Ginza” e “Downtown”, misturando reggaeton, pop e música urbana em uma apresentação cheia de dança e efeitos visuais. O balé ganhou uma rampa central que mudava de aparência conforme as projeções de luz, criando aquele visual bem “clipe milionário” que o público ama.

E teve crossover brasileiro, sim! Pedro Sampaio voltou ao palco para participar de “Perversa” e, logo depois, Melody apareceu para entregar tudo em “Jetsky”. O momento foi daqueles que fazem a timeline parar para comentar. Para fechar, J Balvin veio com “Ritmo”, “Que Calor” e “In the Ghetto”.

Depois foi a vez de Demi Lovato assumir o Palco Mundo e equilibrar nostalgia, emoção e a nova fase da carreira. A cantora apresentou faixas do álbum It’s Not That Deep, lançado em 2025, como “Fast” e “Kiss”, mas obviamente não deixou os fãs órfãos dos hinos que marcaram sua trajetória.

“Heart Attack”, “Confident”, “Skyscraper”, “Give Your Heart a Break” e “Tell Me You Love Me” apareceram no repertório, criando aquele momento clássico de show em que uma geração inteira percebe que envelheceu, mas ainda sabe cantar cada palavra. 🥹

Demi também apostou na conexão direta com os fãs, misturando potência vocal, dança e emoção e arriscando até algumas palavras em português.

Para fechar a programação do Palco Mundo, Maroon 5 entregou o famoso serviço completo: uma coleção de hits capaz de transformar a Cidade do Rock em um karaokê coletivo.

Com mais de duas décadas de carreira, a banda revisitou músicas como “This Love”, “She Will Be Loved” e “Moves Like Jagger”. E quando Adam Levine começou a puxar “Sugar”, já era: o público assumiu o microfone imaginário e cantou junto até o último refrão.

PALCO SUNSET VIROU UM ENCONTRO DE GERAÇÕES

Crédito: @LALI_MOSS

Se o Palco Mundo estava no modo “hit atrás de hit”, o Palco Sunset resolveu trabalhar no modo “vamos misturar tudo porque pode”. E funcionou demais.

A programação começou com Criolo, Amaro Freitas e Dino d’Santiago, que apresentaram um projeto colaborativo misturando rap, jazz, MPB e ritmos afro-lusófonos. O show celebrou a ancestralidade e as conexões entre Brasil, Portugal e África.

A apresentação começou com “Esperança”, música indicada ao Grammy Latino e que deu origem à parceria entre os três artistas. O repertório ainda passou por “E Se Livros Fossem Líquidos” e “Ela É Foda”, alternando reflexão e momentos de pura celebração.

Na sequência, Os Gilsons chegaram com convidados e começaram o show com baladas como “Love Love” e “Pra Gente Acordar”. Depois de “Proposta”, Narcizinho apareceu para cantar “Bem me quer”.

Mas aí veio o momento em que a temperatura subiu de verdade: Olodum invadiu o palco.

“Avisa lá” e “Deusa do Amor” trouxeram aquele clima de Carnaval de Salvador para dentro da Cidade do Rock. E como se já não estivesse perfeito, Daniela Mercury surgiu para cantar “Nobre Vagabundo”.

Daí para frente foi só ladeira acima: “Suingue da Cor”, “Faraó” e “Samba enredo” fecharam uma apresentação que virou praticamente um Carnaval baiano em pleno Rock in Rio.

JOÃO GOMES LEVA O NORDESTE PARA A CIDADE DO ROCK

Crédito: @MANGABEIRA

Depois do axé, foi hora de Pernambuco dominar o Sunset.

João Gomes levou o piseiro e o forró para o festival em um espetáculo que começou antes mesmo de ele aparecer no palco. Um verdadeiro cortejo de cultura popular, com pernas de pau, bonecos gigantes e personagens do folclore, comandado pelo Boi da Macuca, atravessou o público acompanhado por uma Orquestra de Frevo.

Quando João Gomes soltou a voz em “Eu Tenho a Senha”, ficou difícil ficar parado.

O artista mostrou que o piseiro e o forró podem ganhar uma dimensão gigantesca em um festival desse tamanho, especialmente quando entram em cena os instrumentos da Orquestra Brasileira.

Para fechar o Sunset, Mumford & Sons apareceu com sua mistura de folk e indie rock.

“Little Lion Man”, “The Cave” e “I Will Wait” fizeram a plateia cantar em coro, criando aquele tipo de momento que parece um grande encontro entre banda e público. Folk, violão, vozes potentes e uma multidão cantando junto: simplesmente cinema. 🎸

A FAMÍLIA ALOK TOMOU CONTA DO NEW DANCE ORDER

Crédito: @SHOURICO

Se alguém achou que Alok iria deixar a família de fora, achou errado.

O New Dance Order teve uma noite praticamente familiar. Bhaskar, irmão do DJ, abriu a pista com o Special Opening do dia. Depois vieram Adam Sellouk e Gabe.

Na sequência, Ekanta e Swarup, pais de Alok e Bhaskar, também subiram ao palco.

E, para fechar, veio Alok – Rave The World, com direito a espetáculo de drones e toda a família reunida no palco.

Foi um daqueles momentos em que a pista continua pulsando, mas o clima ganha uma camada extra de emoção. Família reunida, música eletrônica, drones no céu e o público vivendo tudo junto. 🥹✨

ESPAÇO FAVELA ENTREGA SOUL, BREGA E UMA MICARETA BAIANA

Crédito: @SMGRAFIAS

O Espaço Favela começou o sábado com o trio carioca Soul de Brasileiro, formado por José Junior, Ge Vieira e Negra Silva.

Crias da Vila Kennedy, os três estrearam no festival com um show baseado no álbum “SOU”, misturando soul e R&B com samba, jazz e MPB.

A apresentação também carregou uma história bonita: os três começaram cantando juntos na igreja e agora levaram a voz da comunidade para um dos maiores festivais de música do mundo.

Depois, Priscila Senna transformou o espaço em um grande palco do brega pernambucano.

Com o tema “No Alto da Minha História”, a cantora levou sua trajetória pessoal para dentro do espetáculo, acompanhada por músicos tradicionais, bailarinos e arranjos de orquestra.

Hits de sofrência como “Alvejante” e “Te Beijo Chorando” foram cantados em coro pelo público.

E, convenhamos: se tem brega, tem sofrência. Se tem sofrência, a gente canta como se tivesse terminado um relacionamento ontem. 💔😂

“Eu sou muito orgulhosa porque eu sou mulher, sou pernambucana, está alcançando esse lugar, esse espaço que eu acho que é tão merecedor”, celebrou Priscila Senna durante o show.

Fechando o Espaço Favela, Timbalada transformou tudo em um verdadeiro trio elétrico.

A banda colocou um mini trio elétrico em cena, trouxe clássicos do axé e ainda passeou por versões de “Felicidade”, de Seu Jorge, e “País Tropical”, de Jorge Ben Jor.

Gominho também apareceu para dançar com a banda, enquanto o vocalista Buja Ferreira desceu para o meio da galera no final da apresentação.

Denny Denan, um dos nomes mais emblemáticos da história da Timbalada, também dividiu os vocais com Buja.

E, claro, o fechamento veio com “A Roda”, transformando a Cidade do Rock em uma autêntica micareta baiana.

SUPERNOVA TEVE RAP, R&B, MILO J E ROMANCE

Crédito: @MAREFEMIANI

No Supernova, o baiano Celo Dut abriu a programação misturando R&B, rap e ragga. O artista apresentou parcerias com Liniker e BK, mas também protagonizou um momento bastante pessoal ao apresentar sua família.

“Minha família, meus pais e meus filhos. Eles lutaram pela minha vida e meu filho deu sentido à minha vida”, afirmou.

Depois, Yago Oproprio subiu ao palco e já chegou com “Três da Madrugada”, levando o público à loucura.

A terceira atração foi Milo J, que encontrou uma plateia completamente entregue. Entre os fãs estava Yasser Abraham, de apenas 12 anos, que comemorou o aniversário com a primeira oportunidade de assistir ao ídolo de perto.

E o fechamento ficou por conta de Delacruz, que transformou o Supernova em uma sala de estar romântica, com sofá, meia-luz e seus maiores sucessos.

O rapper ainda homenageou o saudoso MC Marcinho e apresentou músicas que canta ao lado de Péricles e Ludmilla.

GLOBAL VILLAGE MOSTRA QUE O ROCK IN RIO CABE MUITO MAIS MÚSICA

Crédito: @MAREFEMIANI

No Global Village, Badi Assad abriu o dia com uma apresentação que misturou músicas em português e inglês, troca de figurinos e muita energia.

Em determinado momento, a artista brincou ao se apresentar como “a banda de uma mulher só”.

Depois, Hamilton de Holanda conquistou o público com seus improvisos e sua habilidade de transitar entre diferentes ritmos.

A administradora Ana Paula dos Santos, de 56 anos, contou que era sua primeira vez assistindo ao artista ao vivo e saiu emocionada.

Para fechar, Mestrinho levou sua sanfona ao palco e fez o público dançar com músicas autorais e sucessos de nomes como Marília Mendonça, Luiz Gonzaga e Dominguinhos.

Em homenagem a Rita Lee, considerada por ele a Rainha do Rock Brasileiro, o artista apresentou “Caso Sério”, “Erva Venenosa” e “Lança Perfume” ao som da sanfona.

PÚBLICO APROVA A NOVA CIDADE DO ROCK

Entre um show e outro, eu também encontrei quem estava curtindo cada detalhe dessa edição.

Kátia dos Santos, 32, Flávia Almeida, 28, e Jéssica Albuquerque, 31, moradoras de Madureira e amigas de longa data, estiveram no festival pela terceira vez.

Para Kátia, fisioterapeuta, os grandes destaques do dia foram Pedro Sampaio e Demi Lovato.

“A energia está muito incrível e o público é bem animado. Essa edição do Rock in Rio de 2026 é uma das mais ecléticas”, comentou.

Ela também aprovou o novo Palco Mundo e destacou os recursos tecnológicos utilizados nos shows.

E, sinceramente? Difícil discordar. A nova estrutura deixou a experiência ainda mais visual, tecnológica e instagramável.

DOMINGO É O ÚLTIMO ROUND

Se você ainda não conseguiu registrar aquela foto perfeita, domingo (13) é a última chance.

A Cidade do Rock continua oferecendo uma coleção de cenários que parecem ter sido feitos especificamente para o feed. A nova estrutura do Palco Mundo, com seus gigantescos painéis de LED, muda completamente de acordo com cada apresentação.

A Roda-Gigante Itaú continua entre os pontos mais disputados para quem quer aquela vista panorâmica clássica do festival.

O Global Village aposta em uma cenografia inspirada em diferentes ícones arquitetônicos do mundo, enquanto a Rota 85 resgata elementos da história do Rock in Rio, com referências à Route 66.

Também é domingo que acontece a última oportunidade de conferir o ECCO, by Lightwire, experiência que chamou atenção e emocionou o público durante os dois fins de semana.

Serão as últimas cinco apresentações do espetáculo, criado especialmente para o festival.

Os coreógrafos Rafa Scauri e Patrícia Kfouri destacaram justamente a mistura entre natureza e música proposta pelo projeto.

“Para assistir esse formato é aqui ou nunca”, resumiu Rafa Scauri.

E olha… depois de tudo que rolou neste sábado, eu não duvidaria nem um pouco. 👀

METRÔ, BRT E PRIMEIRA CLASSE: COMO CHEGAR E SAIR DO FESTIVAL

Para fechar a experiência sem transformar a volta para casa em um episódio de sobrevivência urbana, o Rock in Rio conta com uma operação especial de mobilidade.

O MetrôRio funciona 24 horas para embarque e desembarque na estação Jardim Oceânico, principal ponto de integração com o serviço especial do BRT Expresso Rock in Rio.

O BRT oferece viagens diretas e semidiretas até a estação localizada em frente à Cidade do Rock, com compra pelo aplicativo Jaé.

Para quem quer uma experiência mais exclusiva, o transporte Primeira Classe também está disponível, com embarques em diversos pontos do Rio de Janeiro e da Grande Rio, além de atender fãs de cidades de São Paulo e Minas Gerais.

Depois de um sábado desse tamanho, a missão é simples: curtir o último dia, garantir as últimas fotos, cantar até ficar sem voz e sair da Cidade do Rock com aquela sensação de “eu vivi isso mesmo?”. 🎤🔥

Porque, no fim das contas, o Rock in Rio 2026 provou mais uma vez que a Cidade do Rock pode ser tudo ao mesmo tempo: pista de funk, baile de reggaeton, karaokê de pop, roda de forró, Carnaval baiano, festival de folk, rave e até encontro de família.

E eu? Eu só consigo dizer: que sábado, meus amores! 💅🏽✨

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Colaboração: Rafael  Ikeda

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