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Mulheres dominam o Mr Olympia Brasil Expo 2026

O protagonismo feminino está em alta no esporte brasileiro, e as atletas estão mostrando que lugar de mulher é onde ela quiser — inclusive no topo do pódio! 💪🔥 Depois de brilharem nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, quando conquistaram 12 das 20 medalhas do Brasil, as mulheres voltaram a fazer história no Olympia 2026, principal competição mundial de fisiculturismo, realizada em Las Vegas, nos Estados Unidos.

Na disputa internacional, as atletas brasileiras conquistaram seis dos oito pódios do país, reforçando o peso do Brasil no cenário mundial da modalidade. Entre os destaques estão Eduarda Bezerra, bicampeã da categoria wellness; Levyna Rodrigues Barros, que garantiu o bronze no women’s bodybuilding pelo segundo ano consecutivo; e Natalia Abraham Coelho, campeã mundial no women’s physique.

A lista de medalhistas brasileiras ainda conta com Isabelle Nunes, Zama Benta e Gabriela Queiroz. Entre os homens, os melhores resultados foram o vice-campeonato de Lucas Garcia, na categoria 212, e o terceiro lugar de Ramon Dino, na classic physique.

E a festa do músculo não ficou restrita aos Estados Unidos! O Mr. Olympia Brasil Expo 2026 acontece até este domingo (18), no Distrito Anhembi, em São Paulo, reunindo atletas, profissionais do mercado fitness, influenciadores e fãs da modalidade. São 350 mulheres e 400 homens entre os participantes, números que mostram como a presença feminina vem ganhando espaço nesse universo. 🏆

🏋️‍♀️ Eduarda Bezerra: campeã mundial, dona de casa e inspiração para outras mulheres

Uma das grandes estrelas dessa história é Eduarda Bezerra, natural de Caruaru (PE). Bicampeã do Olympia na categoria wellness, ela mostrou que é possível conciliar diferentes papéis e ainda conquistar o mundo por meio do esporte.

Durante o Olympia Talks, realizado nesta sexta-feira (16), no evento brasileiro, a atleta falou sobre a importância de representar outras mulheres dentro e fora das competições.

“Eu me sinto muito feliz por ter essa representatividade, principalmente entre as mulheres, porque eu também sou dona de casa, além de atleta”, afirmou Eduarda Bezerra.

A fala representa uma realidade de muitas brasileiras que precisam equilibrar trabalho, família, responsabilidades domésticas e objetivos pessoais. Para a campeã, a influência conquistada no fisiculturismo vai muito além das medalhas.

“É muito gratificante perceber o poder que uma influência positiva pode ter na vida de tantas mulheres. Saber que, de alguma forma, eu posso incentivar alguém a cuidar mais de si, acreditar em si mesma ou buscar uma vida mais saudável é muito especial para mim”, destacou.

A categoria wellness valoriza principalmente o desenvolvimento muscular dos membros inferiores, a proporção corporal e a apresentação das atletas. Criada no Brasil, a divisão ganhou projeção internacional e passou a integrar o Olympia em 2021.

Desde então, as brasileiras vêm dominando a disputa. Francielle Mattos conquistou os três primeiros títulos, Isabelle Nunes venceu em 2024 e Eduarda Bezerra assumiu a liderança em 2025, defendendo o título em 2026.

🔥 Levyna Rodrigues Barros cobra mais apoio e visibilidade para as atletas

Outra voz importante nessa discussão é a de Levyna Rodrigues Barros, natural de Santa Isabel do Pará (PA). A atleta conquistou o terceiro lugar no women’s bodybuilding em 2025 e repetiu o resultado em 2026, consolidando sua presença entre as principais competidoras do mundo.

Apesar das conquistas, ela acredita que o fisiculturismo feminino brasileiro ainda precisa de mais reconhecimento, apoio e espaço na mídia.

“O Brasil tem atletas incríveis, mas acho que ainda precisamos de um pouco mais de apoio para as meninas e também de mais espaço na mídia. Os homens, é claro, são impressionantes e têm grandes resultados, mas as mulheres não ficam atrás. Elas também estão mostrando toda a sua força e conquistando cada vez mais espaço”, afirmou Levyna Rodrigues Barros.

A preparação para uma competição internacional exige treinamento de força, planejamento alimentar e recuperação física, com particularidades que variam de acordo com cada categoria. Segundo a atleta, a intensidade dos treinos femininos também pode ser comparada à dos homens.

“Inclusive, muitas vezes a gente treina junto com eles. O treino é muito parecido e a intensidade também”, explicou.

Para Levyna, ver outras mulheres alcançando objetivos pode ajudar a transformar a maneira como meninas e jovens enxergam suas próprias capacidades.

“Quando uma mulher vê outra mulher conquistando seus objetivos e servindo de inspiração, ela também começa a acreditar mais nela mesma. Isso é muito bacana e muito importante para mim.”

👑 Representatividade também importa fora dos palcos

O avanço feminino no esporte não acontece apenas nas competições. Mulheres também vêm conquistando espaço em cargos de liderança, na organização de eventos e na gestão de grandes empresas.

Quem acompanha essa transformação de perto é Ana Paula Leal Graziano, CEO do Savaget Group, responsável pela organização da feira do Mr. Olympia Brasil Expo e sócia de Arnold Schwarzenegger.

Com mais de 30 anos de experiência no mercado de eventos, a executiva acredita que a presença feminina em posições de comando ajuda a abrir portas para as próximas gerações.

“Hoje, as mulheres conseguiram chegar a posições que dão mais visibilidade, e isso faz muita diferença”, afirmou.

Ao comentar a participação feminina na gestão esportiva, Ana Paula Leal Graziano citou Leila Pereira, presidente do Palmeiras, como exemplo de liderança capaz de inspirar outras mulheres.

“Quando uma menina ou uma jovem olha para aquela mulher, ela começa a pensar: ‘Eu sou capaz. Eu também posso chegar ali’. E isso vale para qualquer setor, não apenas para o esporte.”

A executiva também relembrou os desafios enfrentados durante sua trajetória profissional, quando ouviu que não teria perfil para comandar uma empresa ou um grande evento.

“Durante muito tempo, ouvi que aquilo não era para mim. Diziam que eu era ‘meiguinha demais’, que eu poderia ser uma ótima executiva, mas que nunca seria a pessoa à frente, liderando como executiva. Eu escutei isso por muitos anos.”

A experiência reforça uma discussão que vai além do fisiculturismo: ampliar a representatividade feminina significa mostrar que mulheres podem ocupar diferentes espaços, seja na academia, no palco, nos bastidores ou na liderança de grandes organizações.

🌎 O que é o Mr. Olympia e por que o Brasil faz tanto barulho?

Criado em 1965, nos Estados Unidos, por Joe Weider, o Mr. Olympia é considerado a principal competição internacional do fisiculturismo profissional. O evento reúne atletas classificados por meio do circuito profissional da IFBB Pro League, com diferentes categorias e critérios de avaliação.

Na edição mundial de 2026, o Brasil conquistou oito pódios, seu maior número em uma edição da competição, ficando atrás apenas dos Estados Unidos nesse indicador, conforme os dados divulgados sobre o evento.

O desempenho feminino ajuda a explicar por que o país se tornou uma referência internacional, especialmente na categoria wellness. A combinação de resultados expressivos, atletas reconhecidas e uma comunidade fitness ativa fortalece a presença brasileira nesse mercado.

E o impacto não para nas medalhas. A musculação e o fisiculturismo também alimentam discussões sobre autoestima, padrões de beleza, desenvolvimento muscular e as diferentes maneiras de compreender o corpo feminino.

🎟️ Mr. Olympia Brasil Expo segue até domingo em São Paulo

O Mr. Olympia Brasil Expo 2026 acontece entre os dias 16 e 18 de outubro, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com expectativa de receber mais de 25 mil visitantes.

Organizado pelo Savaget Group, o evento reúne competições de bodybuilding promovidas pela Musclecontest, feira de nutrição esportiva e fitness, expositores, lojistas e atletas. A organização também prevê a distribuição de 24 Pro Cards, credenciais que permitem a competidores amadores ingressar no circuito profissional.

A programação inclui conversas e encontros com atletas, treinadores e influenciadores. Confira os destaques previstos para o fim de semana:

Sábado (17)

  • 14h: Ramon Dino e Pacholok
  • 15h: Ray Milet e Pitt Bulk
  • 16h: Moyses Alemão e Loira do Sul
  • 17h: Cleusa Stofaleti Uenaka e Jefferson Badboy
  • 18h: Felipe Franco

Domingo (18)

  • 11h: Vitor Porto, Fabio Junio e Tchellow
  • 12h: Aline Mineiro e Dra. Ana Paula Kozakoshi
  • 14h: Juju Salimeni e Basa
  • 15h: Inae Barros e Hallana Jully
  • 16h: Leandro Peres e Bibito

A programação está sujeita a alterações pela organização.

Com tantas histórias de superação, conquistas internacionais e mulheres ocupando espaços cada vez maiores, o Olympia 2026 mostra que o fisiculturismo feminino vai muito além da estética. É sobre disciplina, representatividade, oportunidade e a capacidade de inspirar outras pessoas a acreditarem no próprio potencial.

E fica a reflexão: quando uma mulher conquista o topo, ela não leva apenas uma medalha para casa. Ela também ajuda a abrir caminho para muitas outras que sonham em chegar lá. 💜🏆

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